Sentença

Justiça condena dois assaltantes de banco em Santana da Boa Vista

No crime de 30 de agosto de 2019, três pessoas foram feitas reféns e dois criminosos morreram em confronto com a Brigada Militar

23 de Novembro de 2021 - 11h30 Corrigir A + A -
Diligências. Um dos presos foi localizado ferido em matagal.

Diligências. Um dos presos foi localizado ferido em matagal.

Um ano e três meses após um assalto à agência do Banrisul, crime que aterrorizou a pequena cidade de Santana da Boa Vista, dois envolvidos na ação criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri de Caçapava do Sul. Na época, três pessoas foram feitas reféns e serviram de cordão humano. Na fuga, dois suspeitos morreram em confronto com a Brigada Militar. A sessão ocorreu na semana passada e a Justiça acolheu a tese do Ministério Público do Rio Grande do Sul, condenando a dupla a penas de 23 anos, quatro meses e 16 dias de reclusão e 17 anos, três meses e seis dias de reclusão pela prática dos crimes de roubo à agência bancária, majorado pelo emprego de arma de fogo, concurso de agentes (duas ou mais pessoas envolvidas) e restrição de liberdade das vítimas, além de duas tentativas de homicídio duplamente qualificado contra policiais militares no exercício da função. Os crimes ocorreram em 30 de agosto de 2019.

“O resultado do julgamento demonstra a efetiva resposta da sociedade a criminosos que, fortemente armados, impuseram terror à pacata cidade de Santana da Boa Vista, por meio da formação de cordão humano em frente à agência bancária e cerceamento da liberdade de reféns, ação conhecida como ‘Novo Cangaço’, além de atentarem contra a vida de policiais militares que, mesmo estando em inferioridade numérica e de armas, tentaram, bravamente, obstar a fuga”, pontuou o promotor de Justiça Gabriel Munhoz Capelani. Ainda, acrescentou que “no dia em que a Brigada Militar comemorou 184 anos, a condenação reafirma o profundo respeito das comunidades de Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista àqueles que, diariamente, empenham as próprias vidas em defesa da população gaúcha”. Atuou no Plenário do Tribunal do Júri o promotor Capelani e na instrução do processo, os promotores Diogo Gomes Taborda, Maurício Arpini Quintana e Frederico Carlos Lang.

Relembre

Por volta das 11h do dia 30 de agosto de 2019, quatro bandidos armados invadiram a agência do Banrisul, ordenaram que clientes e funcionários dessem as mãos e formassem cordão humano. Enquanto as pessoas estavam na mira dos bandidos, tiros foram efetuados para o alto. Na fuga, três pessoas foram levadas pelo grupo, que fugiu em um Chevrolet Spin branco, em direção à BR-392, mas logo foram liberadas. Entre as vítimas, uma mulher que trabalhava na limpeza da agência e dois clientes. Os reféns não ficaram feridos.
Os criminosos incendiaram o carro próximo à rodovia. Houve intensa troca de tiros entre a Brigada Militar e os bandidos. Duas viaturas da BM foram atingidas por disparos e miguelitos. Nenhum policial ficou ferido no confronto. No dia seguinte, dois homens envolvidos no roubo, identificados como Márcio Soares Rodrigues, de 34 anos, natural de Novo Hamburgo e morador de Encruzilhada do Sul, e Eder Juliano Guntzel, 37 anos, também natural de Novo Hamburgo, foram mortos.

Um terceiro envolvido foi preso pela Brigada Militar (BM). Ele foi encontrado em um matagal, na mesma localidade onde estavam os outros dois, que foram mortos. Quando capturado, o assaltante se encontrava ferido e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com o criminoso, os policiais encontraram uma pistola, munições, um fuzil e quantia em dinheiro. Já no dia 2 de setembro, o quarto envolvido foi pego pela BM tentando embarcar na rodoviária. Ele estava sujo de sangue e com a arma do vigia da agência.


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