Ação judicial

Jovem agredido vence ação judicial contra o Estado

Violência ocorreu em dezembro de 2019 durante abordagem policial; agentes envolvidos podem voltar a atuar nas ruas

02 de Agosto de 2022 - 17h05 Corrigir A + A -
Os jovens  foram abordados após a viatura se aproximar (Fotos: Divulgação/Arquivo)

Os jovens foram abordados após a viatura se aproximar (Fotos: Divulgação/Arquivo)

Em seguida um dos policiais desfere um soco no rosto de um dos envolvidos

Em seguida um dos policiais desfere um soco no rosto de um dos envolvidos

Em seguida, empurrados contra uma parede, são agredidos com pontapés

Em seguida, empurrados contra uma parede, são agredidos com pontapés

Um jovem obteve sentença favorável na Justiça em processo movido contra o Estado em razão de agressões cometidas por dois policiais militares em dezembro de 2019, no bairro Areal, em Pelotas. Conforme a decisão, a vítima tem direito a receber indenização de R$ 18 mil. O Estado ainda pode recorrer.

A agressão sofrida pelo jovem foi capturada por câmera de monitoramento de uma residência próxima ao local. O fato iniciou, conforme declaração dos policiais, quando dois jovens, em uma motocicleta, não obedeceram aos sinais luminosos para uma abordagem. Quando a viatura se aproximou, o condutor parou o veículo, momento em que foi atingido pela viatura e caiu, derrubando os jovens. Na sequência, ambos foram levados próximos a uma parede e passaram a ser agredidos por socos e pontapés. Depois da violência, foram liberados. Com a repercussão do caso, os dois policiais envolvidos na abordagem foram afastados do trabalho ostensivo nas ruas.

Brigada Militar não comenta sentença

Alegando que a Brigada Militar não se manifesta sobre sentenças judiciais, o comandante interino do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Pelotas, major Fábio Martinez Maciel, afirma que os dois policiais envolvidos na ocorrência podem voltar a ser empregados no policiamento ostensivo.

“Eles continuam exercendo suas funções de policiais militares, pois não foram excluídos pela Justiça e nem pela Brigada Militar”, argumenta. Atualmente, um dos brigadianos está trabalhando no município de Uruguaiana e o outro exerce serviço administrativo em Pelotas.


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