Denúncia

Homem é preso por abuso de menor em Pelotas

Crime foi flagrado por familiar no bairro Areal; outra prisão foi durante a Operação Resguardo

08 de Março de 2021 - 20h33 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Ação nacional. No RS, dez medidas protetivas de urgência foram verificadas. (Foto: Divulgação Polícia Civil)

Ação nacional. No RS, dez medidas protetivas de urgência foram verificadas. (Foto: Divulgação Polícia Civil)

No final de semana que antecedeu o Dia Internacional da Mulher, data em que ações na área da segurança se voltaram principalmente ao crime da violência doméstica, um homem de 45 anos foi preso em Pelotas suspeito de abusar sexualmente da enteada de 12 anos. O fato ocorreu em um condomínio do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Areal, em Pelotas, após um familiar flagrar a situação. A Brigada Militar foi acionada e a delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lisiane Mattarredona, determinou a prisão do acusado, que tinha antecedentes criminais. Já a vítima foi encaminhada ao Núcleo de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Naca) para atendimento. Essa não foi a única ação de proteção às vítimas de agressores e abusadores.

Durante toda a segunda-feira, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou de uma ação nacional de combate aos crimes de violência contra a mulher, na Operação Resguardo. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordenou, através da Secretaria de Operações Integradas (Seopi/MJSP) a maior operação de combate à violência doméstica do país.

Na área da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Pelotas foram cumpridos mandados de busca e apreensão e averiguadas diversas denúncias anônimas. Uma arma de fogo e várias munições foram apreendidas. Foi realizada ainda a prisão preventiva de um homem de 42 anos por crime de violência doméstica. “A prisão é decorrente a um pedido de prisão preventiva solicitada pela Deam, uma vez que o mesmo descumpria constantemente a medida protetiva”, assinalou a titular Márcia Chiviascoswig.

Já em solo gaúcho, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, 14 suspeitos foram presos preventivamente, uma arma foi apreendida, dez medidas protetivas de urgência foram verificadas e 32 denúncias foram atendidas. A ação gaúcha da Operação Resguardo contou com 84 agentes em 30 viaturas. Para a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor “esta é talvez a maior operação com essa temática e essas ações são essenciais para a redução nos índices de violência contra a mulher.”

Reforço na Patrulha

Ainda dentro das ações voltadas ao Dia Internacional da Mulher, o 4º Batalhão de Polícia Militar (4ºBPM), anunciou que foi doado à Patrulha Maria da Penha um veículo semi blindado e zero quilômetro que chega para reforçar o trabalho feito pela equipes nos municípios de ação contra crimes de violência doméstica. A data foi celebrada ontem em uma live com as participações do comandante Geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon, a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), comandante do CRPO Sul, coronel Eduardo dos Santos Perachi, e a capitã Madalena Denzer Krüger Bösel. Durante a live, o Quartel do 4ºBPM foi iluminado na cor rosa. A transmissão ao vivo ocorreu pelo Facebook do CRPO-Sul e pelas redes sociais do Diário Popular, numa parceria inédita.

51 mil vítimas atendidas

A Operação Resguardo, que teve início em janeiro deste ano, aconteceu simultaneamente nos 26 Estados e no Distrito Federal. Desde o início de 2021, a PC do RS já apurou 615 denúncias, concluiu mais de 5,8 mil inquéritos policiais, cumpriu 93 mandados de prisão e 244 mandados judiciais. Mais de 51 mil mulheres vítimas de violência foram atendidas desde então e 180 agressores foram presos em todo o Estado. Ao todo, 1.072 policiais civis participaram das ações durante o período em mais de 300 viaturas empregadas na ofensiva.
No país, foram mais de 158 mil vítimas atendidas em quase 70 dias da operação contra a violência doméstica. No período, em 1.832 municípios de todos os Estados brasileiros, foram apuradas mais de 45 mil denúncias, 36 mil inquéritos foram concluídos, mais de oito mil suspeitos de agressão foram presos e mil armas foram apreendidas. Foi empregado um efetivo de 11 mil servidores de segurança e mais de três mil viaturas no combate à violência contra as mulheres.


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