Violência

Homem é morto a pedradas em Pelotas

Jorge Augusto da Costa Baade é a 15ª vítima de homicídio este ano; crime que, ainda assim, tem redução de 21,05% em relação a 2020

27 de Julho de 2021 - 07h00 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Pelotas tem quatro homicídios a menos do que no mesmo período do ano passado.  (Foto: Divulgação - DP)

Pelotas tem quatro homicídios a menos do que no mesmo período do ano passado. (Foto: Divulgação - DP)

Depois de um longo período de finais de semana sem ocorrências violentas, Pelotas registrou, entre sábado e domingo, dois homicídios, totalizando 15 mortes por esse tipo de crime desde o início do ano. Agentes da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) buscam detalhes da morte de Jorge Augusto da Costa Baade, de 30 anos, na rua Lauro Ribeiro, no Fragata. Foi apurado que a vítima, com passagem por ameaça e lesão corporal, teria bebido e entrado em luta corporal com uma pessoa, e acabou morta a pedradas. Os policiais da Especializada também estão em busca do autor, ou autores, do assassinato de Julian Silva dos Santos, de 30 anos, ocorrido no sábado, nas Três Vendas. A vítima, que foi morta com dois tiros em uma emboscada, tinha antecedentes por crimes de roubo, receptação e formação de quadrilha.

Os dois casos deixam em alerta os órgãos de Segurança de Pelotas, mesmo que os indicadores dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) sigam apresentando redução na comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2020 foram 19 homicídios, o que representa uma redução de 21,05%. Este ano, a estatística conta ainda dois latrocínios (roubo seguido de morte). Pelo padrão mundial, estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre violência, o município está com nível de criminalidade sob controle, com uma taxa de 4,8 mortes por cem mil habitantes.

“Todo crime grave, como os do final de semana, gera uma tensão muito especial e redobra nossa atenção, mesmo que estejamos com números favoráveis em relação à criminalidade”, considerou o titular da 18º Delegacia Regional de Polícia Civil, Márcio Steffens. Ele esclarece que, mesmo que o trabalho investigativo seja competência da Polícia Civil, o trabalho integrado entre os órgãos de segurança é muito importante para se analisar o contexto do fato e aprimorar as ações preventivas e repressivas.

Violência doméstica

Dentro desse trabalho integrado, uma ação que contribuiu para que nenhum caso de feminicídio em Pelotas tenha sido registrado até o momento foi o atendimento da Guarda Municipal a uma denúncia de violência doméstica. Um homem que tentava invadir a casa da ex-mulher acabou preso no final de semana, depois que o pedido de socorro chegou pelo 153 - telefone de emergência da GM. A vítima relatou que o possível agressor estava no pátio da residência a ameaçando de morte e já teria quebrado uma janela. Uma guarnição da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) foi até o endereço, no Laranjal, e abordou o suspeito, que estava em liberdade condicional. Ele foi levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), autuado em flagrante e encaminhado ao Presídio Regional de Pelotas (PRP).

Punição

Outra ação de enfrentamento à criminalidade e de elucidação dos crimes contra a vida foi a prisão preventiva de um dos autores do homicídio que vitimou Paulo Renato Huber Timm Júnior, no dia 16 de fevereiro, na rua João Carlos Cortelari, bairro Fragata. A investigação policial durou cinco meses, sendo que foram identificados dois homens que teriam envolvimento no crime, ambos com passagem pelo sistema prisional e vinculação com tráfico de entorpecentes. Um dos autores já está preso por outro crime. Após as diligências de praxe na Delegacia de Homicídios, o investigado foi para o PRP. A DHPP disponibiliza o telefone/WhatsApp (53) 98448-0886 para quem desejar colaborar com informações relativas aos casos de homicídio, com sigilo da fonte.


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