Abigeato

Gado apreendido em Santa Vitória do Palmar é restituído ao dono

A ação ocorreu no dia 10 deste mês quando 21 bovinos foram recolhidos

15 de Setembro de 2020 - 18h05 Corrigir A + A -
Proprietário de Rio Grande reconheceu a marca identificadora. (Foto: Divulgação PC)

Proprietário de Rio Grande reconheceu a marca identificadora. (Foto: Divulgação PC)

Na manhã desta terça-feira (15), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Santa Vitória do Palmar, em conjunto com a inspetoria Veterinária do município realizou a restituição do gado apreendido na semana passada ao respectivo proprietário. De acordo com a delegada Tauane Bellio Andrighi, a apreensão ocorreu no último dia 10, em uma ação conjunta da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e da Polícia Civil.

Na ocasião, 21 bovinos sem procedência foram recolhidos na localidade de Espinilho, em operação feita a partir de denúncia anônima recebida pela inspetoria de defesa agropecuária do município. Participaram da ação equipes do Programa Sentinela, da Seapdr, da Delegacia de Combate aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Camaquã e da delegacia de Santa Vitória do Palmar.

"O relato apontava que, na localidade de Espinilho, uma propriedade rural mantinha bovinos sem procedência, infestados pelo carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, parasita naturalmente inexistente naquela região do Estado. Esse fato sustentava a hipótese da entrada de animais de forma clandestina no município", explica o fiscal estadual agropecuário Ivânio da Silva Machado, integrante do Programa Sentinela.

Na propriedade, que não tem cadastro na inspetoria local, os bovinos estavam sem comprovação de origem. Os técnicos da secretaria classificaram o rebanho e fotografaram as marcas e sinais de identificação, para possível reconhecimento de produtores vítimas de abigeato. Ao final da tarde de sexta-feira (11), um produtor de Rio Grande reconheceu sua marca dentre as identificadas e divulgadas.

A Seapdr autuou o responsável pela propriedade em Espinilho, dando prazo regulamentar para esclarecimentos. "Findo o prazo e não havendo justificativa legal, os animais serão encaminhados ao abate, uma vez que sua condição sanitária é desconhecida e, portanto, põe em risco a saúde pública e animal da região e do Estado", detalha Machado. Caso seja aprovada para o consumo, a carne será doada a instituições de caridade de Santa Vitória do Palmar.


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