Indicadores

Feminicídios no Estado caem 50% em agosto

Mortes em razão do gênero reduziram de oito em 2019 para quatro neste ano

11 de Setembro de 2020 - 17h19 Corrigir A + A -
Governo atribui redução as ações de prevenção com a Operação Marias. (Foto: Divulgação BM)

Governo atribui redução as ações de prevenção com a Operação Marias. (Foto: Divulgação BM)

O Rio Grande do Sul teve em agosto nova redução dos assassinatos de mulheres por motivo de gênero. Os feminicídios caíram pela metade, de oito vítimas em 2019 para quatro neste ano. É o quarto mês consecutivo de retração neste que é o principal indicador de violência contra a mulher. Pelotas e Rio Grande seguem com a mesma estatística de dois feminicidios registrados em cada município.

A diminuição no acumulado desde janeiro, que chegou a estar em alta no primeiro semestre, teve a curva revertida em julho. Agora, a soma em oito meses é 57 feminicídios, 10% a menos do que os 63 do mesmo período no ano anterior. Os dados fazem parte dos indicadores criminais do Estado, divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). "As forças de segurança, obviamente, sempre atuam perseguindo a meta de que nenhuma família gaúcha sofra a perda de uma vida. E a violência contra a mulher é uma chaga que ainda persiste em nossa sociedade, mas é também incontestável o avanço obtido a partir das diversas medidas que adotamos especificamente para esse enfrentamento. A redução que os indicadores comprovam agora é resultado desse foco e, principalmente, do trabalho abnegado e de excelência dos homens e mulheres das instituições vinculadas à SSP, que diariamente estão na linha de frente das ações de prevenção, acolhimento das vítimas e repressão aos agressores", comentou o vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior.

Também houve redução nos cinco indicadores de violência contra a mulher frente aos números de 2019, tanto na leitura mensal quanto no acumulado desde janeiro. Em agosto, as tentativas de assassinato por motivo de gênero passaram de 27 para 26 (-3,7%). Ameaças caíram 15,1%, de 3.004 para 2.551. As lesões corporais retraíram 6,9%, de 1.460 para 1.359, e os estupros reduziram 19,9%, de 156 para 125.

Latrocínios

O Rio Grande do Sul também registrou redução expressiva nas mortes resultantes de assaltos em agosto, o que aprofunda a retração já verificada no acumulado do ano. Os latrocínios tiveram queda de 60%, de 10 casos em agosto de 2019 para quatro neste ano, número que repete o menor total já registrado para o mês desde 2002, quando teve início a série histórica de contabilização. Na comparação de acumulados desde janeiro, a soma de roubos com morte está 15,4% menor neste ano frente ao anterior, com baixa de 52 casos para 44 - o menor para o período desde 2009, quando houve 38 latrocínios.

As ocorrências do crime de roubo (quando há grave ameaça ou violência à vítima), por exemplo, tiveram queda de 41,7% em agosto, com 5.832 registros em 2019 e 3.401 neste ano - redução de 2,4 mil casos. Na soma desde janeiro, já são 14,3 mil roubos a menos. Foram 46.274 registros nos primeiros oito meses de 2019, contra 31.930 em igual período deste ano, uma queda de 31%.

Na contramão

Em relação a crimes patrimoniais, Rio Grande apresentou aumento nos crimes de furto (10,76%) e roubo (25%) entre julho e agosto. Se comparado ao mesmo período de 2019, o aumento foi de 1,2% para furtos e 20% para roubos. Diferentemente, Pelotas teve queda de 7,2% nos furtos e de 18% no roubos pelo comparativo dos últimos dois meses. O percentual de redução é maior se comparado o mesmo período com o ano passado quando foram registrados 270 furtos, contra os atuais 127 e 221 roubos, contra os 72 em agosto deste ano.

Homicídios

Ponto fora da curva nos índices criminais do mês, os homicídios no RS registraram alta de 9,2% em agosto, com 130 vítimas contra 119 do mesmo intervalo em 2019. O número deste ano ainda é o segundo menor desde 2003, que teve 107 mortes. O aumento no mês, contudo, não reverte o cenário acumulado desde janeiro, que segue 6,5% abaixo de igual período do ano passado, quando houve 1.254 assassinatos. O total atual, de 1.172 vítimas na soma dos oito meses, é o menor desde 2008. Pelotas se diferencia do Estado, uma vez que a este tipo de crime tem redução de 47,5% (21 em 2020 e 40 em 2019).

 


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