Trânsito

Domingos de Almeida exige mais atenção

Na madrugada de segunda-feira, um homem de 28 anos morreu após colidir em uma árvore

23 de Fevereiro de 2021 - 13h28 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Em algumas faixas de segurança, motoristas não param para os pedestres.  (Foto: Divulgação - DP)

Em algumas faixas de segurança, motoristas não param para os pedestres. (Foto: Divulgação - DP)

Nas primeiras horas da segunda-feira (22), um motorista de 28 anos perdeu a vida após o veículo que estava conduzindo colidir em uma árvore na avenida Domingos de Almeida, quase esquina Paul Harris, bairro Areal, em Pelotas. O carro, uma Ford/Pampa, ficou destruído e o motorista morreu no local. As circunstâncias do acidente passam a ser investigadas pela 2º Delegacia de Polícia, que tem como titular a delegada Walquíria Wader.

A avenida, que recebeu melhorias e foi bem sinalizada vertical e horizontalmente, ainda é palco para imprudências ou desatenção. Para o titular da Secretaria de Trânsito e Transporte (SMTT), Flávio Al Alan, uma parcela muito pequena de motoristas não respeita as leis de trânsito. Ele ressalta que acidentes com mortes têm três determinantes: velocidade acima do permitido, ingestão de bebida alcoólica e imprudência. “Nós conseguimos reduzir os excessos de velocidade em avenidas como a Bento Gonçalves, Duque de Caxias, Adolfo Fetter, Ferreira Viana e Lindolfo Collor com o uso do radar móvel”, explicou. Somente na avenida Domingos de Almeida, o equipamento esteve presente nos dias 8, 10, 15 e 17 deste mês e deve receber novamente nesta quarta-feira.

Flagrantes

Durante meia hora em que a reportagem esteve na avenida foi possível perceber o desrespeito à faixa de pedestres, o excesso de velocidade e as imprudências dos apressadinhos. Uma jovem que precisava atravessar a Domingos de Almeida, utilizou a faixa que fica na esquina da rua Pracinha Hortência. A pedestre esperou dois minutos até que todos os veículos passassem para seguir com segurança, uma vez que nenhum carro parou. No ponto de vista dos motoristas, a sinalização vertical fica logo após a uma curva, no sentido Centro-bairro, o que dificulta a visão e a desaceleração do carro e uma árvore que ofusca a pessoa. Quando param, o problema é outro: a colisão.

“Os acidentes aqui são constantes, pois os condutores vêm ‘tocados’ e quando param para o pedestre, os que estão atrás não conseguem frear e acabam ‘batendo’ na traseira”, disse a funcionária de um estabelecimento comercial próximo ao local e que preferiu não se identificar. Colegas que estavam no mesmo ambiente comentaram que muitos condutores não respeitam a velocidade permitida, embora as placas de 60 quilômetros por hora, na maioria do percurso, e 40 quilômetros por hora, em trechos próximos a escolas, estejam bem nítidas e perceptíveis. Para os atendentes da loja, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres têm sua parcela de responsabilidade no trânsito.

Redução no número de mortes

Mesmo com o registro de segunda, Pelotas reduziu o número de acidentes fatais em 2020: foram 26 que correspondem a 43% em relação a 2019. Acidentes com danos materiais chegaram a 1.687 ocorrências contra as 2.613 do ano anterior. Já no mês de janeiro de 2021 foram registrados 88 acidentes que geraram danos materiais em Pelotas.


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