Polícia Civil

DHPP encerra 2019 com 70% de resolução dos crimes

No ano passado, foram 224 procedimentos remetidos ao Judiciário e 217 instaurados

11 de Janeiro de 2020 - 14h03 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Pelotas encerrou 2019 com índice de resolução dos crimes em 70%. Os inquéritos da Especializada enviados ao Poder Judiciário todos possuem autoria e materialidade. No ano passado, foram 224 procedimentos remetidos ao Judiciário e 217 instaurados. Embora seja o índice mais baixo desde a instauração da força-tarefa de homicídios em 2012 que a resolução chegou em 92%; 85%, em 2015 e 2016, e em 2017 a 80%, o titular da DHPP, Félix Rafanhim, avalia que o número é alto, tendo em vista que os procedimentos foram todos concluídos com autoria e materialidade esclarecidos pela delegacia.

No trabalho de investigação em todo o Estado, os agentes e delegados da Polícia Civil concluíram 213 mil inquéritos, que em 70% dos casos foram remetidos ao Poder Judiciário com elucidação dos casos. No mesmo período, a Polícia Civil gaúcha contabilizou 5,3 mil presos com base em mandados judiciais e 1,5 mil foragidos recapturados. A instituição ainda apreendeu 5,9 toneladas de drogas e 3,8 mil armas de fogo.

Pelotas encerrou 2019 com 58 vítimas de homicídio, o que representa queda de 18,3% em relação a 2018, quando a Princesa do Sul registrou 71 assassinatos. É o menor número desde 2015, quando houve explosão da violência devido à disputa territorial pelos pontos do tráfico de drogas entre duas organizações criminosas. Em 2017, mais uma vez, a cidade contabilizou 109 homicídios, tendo índice de resolução de 80%.

O delegado explicou que somente com uma análise de cada caso é que se poderia dimensionar quantos crimes podem ser considerados execuções ligadas a organizações criminosas, entretanto, o titular da DHPP disse que ao contrário de outros anos, como 2015 e 2017, as motivações dos homicídios têm sido difusas.

Uma análise do Grupo de Estudos em Segurança Pública do Gitep/UCPel, do Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos, apontou que o número de homicídios considerados execuções em 2018 foi de 52,87%. O boletim técnico explica que se caracterizam como "execuções" as mortes violentas que se sugerem ações planejadas, praticadas por uma ou mais pessoas e que têm um alvo específico a ser eliminado, e cita como exemplo o modus operandi típico de disputas envolvendo o tráfico de drogas e as facções criminais.

 


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