Maior apreensão

Cocaína apreendida em Pelotas seria para tráfico internacional, diz PF

Para os agentes, houve um grande investimento na embalar a droga, típico para este fim

17 de Novembro de 2021 - 15h32 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

PF suspeita ainda que a parte de preparo da embalagem já havia terminado e a drogas estava pronta para o transporte. (Foto: PF)

PF suspeita ainda que a parte de preparo da embalagem já havia terminado e a drogas estava pronta para o transporte. (Foto: PF)

Quase três toneladas de cocaína e um prejuízo que pode ultrapassar os R$ 150 milhões a uma ou mais organizações criminosas. Esse foi o resultado da apreensão que a Polícia Federal de Pelotas fez na noite de terça-feira (16) em uma residência no Centro da cidade. Cinco pessoas estão no Presídio Regional de Pelotas à disposição da Justiça. 

Foram dois meses de investigações até o final da terça-feira quando os agentes cercaram os cinco suspeitos que vinham sendo monitorados e, a partir de então, descobrir o local onde estavam estocados 2,715 quilos de cloridrato de cocaína, 250 de cafeína e 125 quilos de lidocaína. "O tipo de embalagem é típica para exportação, pelo investimento  feito com quatro camadas de proteção: o plástico, um invólucro tipo balão preto, graxa e papel filme. Temos a convicção que é tráfico internacional de drogas, mas precisamos avançar com as investigações de onde veio e para onde iria a cocaína", disse à reportagem o chefe da PF em Pelotas, delegado Robson Robin. A autoridade explica que esse tipo de revestimento é para não ter odor perceptível por cães farejadores e não sofrer ações do clima, como umidade. Foram usadas ainda 55 sacolas de nylon. 

Ainda segundo a autoridade policial, a desconfiança partiu do comportamento incomum em uma residência na área central do Município, a poucos metros do Pronto Socorro de Pelotas, que não era nem comercial, nem residencial. "Nós analisamos muitas denúncias, sendo que algumas não há resultados. Em outras, o setor de produção de inteligência passa a colher informações, a fazer associações de pessoas e monitorar", explicou Robin. 

Durante o monitoramento da casa alvo, no feriado da República, não houve nenhuma movimentação na residência, até que na terça, dois carros com cinco pessoas passaram e uma delas disparou, de dentro do carro, o sensor para abrir o portão. Eles foram abordados ainda na rua e levados para a garagem. O bando disse à polícia que não tinha acesso à casa. No entanto, quando os agentes passaram pelo primeiro módulo, este estava com toda a droga. "A suspeita é de que a fase de embalagem já tinha terminado e que a próxima etapa seria a transferência." As investigações seguem e os presos devem responder por tráfico de drogas. 

 


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