Investigação

Civil desarticula esquema de narcotráfico

Residência em Jaguarão era utilizada pela quadrilha para esconderijo e depósito de drogas

07 de Dezembro de 2018 - 08h56 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Operação. Durante o cumprimento dos mandados, seis pessoas foram presas (Foto: Divulgação - DP)

Operação. Durante o cumprimento dos mandados, seis pessoas foram presas (Foto: Divulgação - DP)

Investigação de sete meses do 1º Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (DIN), desarticulou, na manhã de ontem, durante a Operação Terminus, um esquema de narcotráfico entre o Rio Grande do Sul e a fronteira com o Uruguai. Os mandados foram cumpridos em Jaguarão e em municípios da Região Metropolitana. Seis pessoas foram presas.

De acordo com o titular do 1º DIN, Guilherme Calderipe, em Jaguarão a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no centro da cidade. O imóvel, segundo o delegado, seria utilizado por integrantes do grupo criminoso ligado a uma organização criminosa do Vale dos Sinos para depósito ou esconderijo. A quadrilha se organizava entre remessas de drogas e de veículos clonados em rotas diferentes, para dificultar as ações policiais. “Esse esquema era responsável por irrigar e abastecer parte do narcotráfico da fronteira e possivelmente do país vizinho”, comentou. Segundo Calderipe, em Jaguarão há ramificações da organização. 

Conforme apontou a investigação, o bando utilizava rotas rodoviárias para enviar drogas e carros clonados, que eram pagos com dinheiro e armas na fronteira e provavelmente no Uruguai. Foi identificado ainda um esquema que se valia das rotas dos ônibus de linha para realizar o transporte de drogas e armas. Preferencialmente as drogas eram levadas de ônibus, enquanto um dos integrantes da quadrilha conduzia o veículo clonado. Um dos investigados de participar do esquema está preso do Presídio Regional de Pelotas (PRP).

Negociações
As negociações, segundo as investigações, eram feitas por um uruguaio e o líder de uma facção instalada em todo o Estado, mas com berço no Vale dos Sinos. Conforme o diretor do Departamento de Narcotráfico (Denarc), Mário Souza, o grupo fazia - pelo menos - uma viagem por semana para Jaguarão, sempre levando drogas e veículos clonados. Os criminosos retornavam com dinheiro, armas e munições, como forma de pagamento. “É a primeira ocasião em que em uma investigação do Denarc, após a alteração legislativa no Uruguai, foi comprovada a ligação de facção gaúcha abastecendo a fronteira e provavelmente o país vizinho. O objetivo é quebrar o esquema de tráfico de facção gaúcha para a fronteira e essa possível internacionalização da facção do RS”, finalizou.


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