Atraso

Bombeiros em Canguçu só em 2022

Quebra de contrato com a empresa responsável pela reforma do prédio vai atrasar a instalação do órgão no município

04 de Dezembro de 2021 - 11h27 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Sede. Corporação será instalada na antiga padaria
municipal (Foto: Divulgação - DP)

Sede. Corporação será instalada na antiga padaria municipal (Foto: Divulgação - DP)

A população de Canguçu terá que esperar o ano que vem para ter uma unidade do Corpo de Bombeiros Militar. A quebra de contrato entre a prefeitura e a empresa Plan & Obra Engenharia adiou o sonho dos mais de 50 mil habitantes de poder contar com a unidade de combate a incêndios. Até a vinda dos 20 soldados recém-formados para a formação do efetivo da unidade na região ficará para depois.

A secretária de Ações Estratégicas, Vanessa Mota, conta que o contrato assinado em março para transformar a antiga padaria municipal na sede dos Bombeiros, com a instalação de uma guarnição, deveria ser executado em quatro meses, o que não ocorreu. Uma nova contratação foi realizada em julho, com término no final de novembro. Mas antes mesmo do fim do acordo contratual, a prefeitura decidiu rescindir. “A empresa não cumpriu com o cronograma, então instauramos um processo administrativo e começamos do zero”, admitiu Vanessa. O departamento de Engenharia da prefeitura irá olhar as planilhas para iniciar um novo processo de licitação. Já pelo segundo atraso, a empresa foi notificada.

O primeiro descumprimento de contrato ocorreu em virtude da falta de projeto para as fundações. Já nesta segunda oportunidade, a empresa teria dito que não poderia arcar com as obras, segundo informou a secretária Vanessa. A reportagem entrou em contato com a Pan & Obra, mas não teve retorno.

Do valor orçado da obra em R$ 477.811,19, a empresa teria recebido em torno de R$ 15 mil e com execução de cerca de 5% do serviço, que, na opinião da secretária, ficou resumido na quebra de algumas paredes. “Vamos dedicar um engenheiro exclusivo para o trabalho que necessitará de levantamento fotográfico e de uma atualização. Mas é de nosso total interesse que a corporação esteja instalada até 2022.”

Bombeiros

O sargento Vagner Gonzales, que deverá comandar o pelotão, lamentou a situação, uma vez que o efetivo de 20 novos militares teve de ser redirecionado. “Mas na próxima turma, esperamos que o prédio esteja concluído para recebermos o efetivo.” Para a obra, houve a criação de um fundo municipal, o Funrebom, e também há o investimento por parte do Executivo.

O processo de aquisição de móveis, eletrodomésticos, ferramentas e equipamentos, com verba a ser disponibilizada pelo município, deve ser mantido. “O CBMRS fornecerá um caminhão, um autobomba tanque que está em Pelotas desde 2012, e direta ou indiretamente já está prestando atendimento em Canguçu”, adiantou. A unidade já tem garantida uma viatura leve da Consulta Popular para a sede.

Gonzales comenta que uma sede in loco permitirá que a equipe atenda a mais demandas da população, como vistorias, cortes de árvores e salvamentos de animais, situações que hoje a população acaba resolvendo de outra forma. “Ocorrências de salvamento, de incêndio, a gente atende com um tempo de resposta maior, mas a gente dá conta do recado”, garante.


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