Identificado e preso

Autoria de homicídio em Pelotas é determinada por exame de material genético

O crime foi cometido no dia 21 de junho de 2015 e o autor já está preso por um latrocínio, do ano seguinte

06 de Maio de 2022 - 11h13 Corrigir A + A -
A autoria do crime se deu pelo cruzamento de dados
(Foto: Divulgação PC)

A autoria do crime se deu pelo cruzamento de dados (Foto: Divulgação PC)

Atualizado às 17h25min para acréscimo de informações

Foi identificado e indiciado o autor do homicídio de José Omar Pires, ocorrido no dia 21 de junho de 2015, em um quarto de um motel de Pelotas, localizado na rua Marcílio Dias. Dessa forma, a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas (DPHPP) encerra as investigações relativas ao assassinato. Observa-se que o autor do crime já está preso no Presídio Regional de Pelotas (PRP), onde cumpre pena por um latrocínio ocorrido no dia 3 de agosto de 2016, um ano depois.

A relevância deste caso, agora encerrado, segundo o delegado Félix Rafanhim, "se dá pelo fato de ser o primeiro caso de homicídio da DPHPP Pelotas em que foi possível chegar à autoria pelo cruzamento de dados entre o Banco de Perfis Genéticos do Estado (Codis) e o material coletado na cena do crime, demonstrando a excelência do trabalho realizado pelos peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP)".

O titular da Delegacia de Homicídios ainda ressaltou que, durante a investigação, ao longo do tempo foram realizados os levantamentos periciais pertinentes, nos quais foram colhidos todos os elementos existentes no local do fato. "Foram ouvidas as testemunhas e na época inclusive realizamos um retrato falado do suspeito. Seguimos durante anos à procura de indivíduos que se encaixassem no perfil do homicida e encaminhamos oito deles para comparação genética, mas sem sucesso", enfatizou. Também na época, além do retrato falado do criminoso, havia também um perfil, que o identificava como garoto de programa e branco, entre outros dados fornecidos.

O homicídio
A vítima, José Omar Pires, com 65 anos, foi assassinada dentro de um quarto de motel na noite de 21 de junho de 2015. Segundo informações da polícia, o idoso foi encontrado amarrado com uma corda, no chão do quarto, com sinais de tortura no rosto e facadas nas costas e na cabeça. A polícia seguiu diversas linhas de investigação, inclusive com análise de imagens de câmeras de segurança. Uma informação é de que o autor seria um jovem entre 20 e 25 anos.

O caso foi comunicado à polícia por funcionários do estabelecimento, que dizem ter ouvido muitos gritos. Segundo testemunhas, a vítima era frequentadora assídua do motel e teria entrado em companhia do homicida no final da tarde de domingo no local, onde foram encontrados preservativos que teriam sido usados pelos homens para manter relações sexuais.

O latrocínio

Em uma quarta-feira, dia 3 de agosto de 2016, por volta das 6h, dois jovens estavam na rua Marechal Deodoro, aguardando o transporte coletivo com destino ao Capão do Leão, quando foram surpreendidos por dois homens. Um deles estava armado com uma pistola. Os criminosos exigiram que a dupla entregasse seus pertences. Mesmo entregando os objetos, e sem reagir a ação dos criminosos, um dos jovens, na época com 21 anos, foi atingido com um tiro no rosto. Ele teve morte cerebral quatro dias depois, no domingo dia 7 de agosto.

As investigações

Segundo o delegado regional Márcio Steffens, "os homicídios, em sua maioria, se revestem de bastante complexidade no que diz respeito as investigações e as diligências que são necessárias para que se consiga esclarecer os fatos. Em algumas situações as investigações demoram mais tempo, mas isso não quer dizer que a polícia não continue com o processo investigatório. As vezes a conjunção de esforços com outras instituições, neste caso a questão da perícia, que também pode demorar até ter a resposta de um laudo pericial", observou.

Steffens reforçou que "as investigações não são interrompidas em razão de prazos ou da necessidade da remessa de um procedimento, sem que haja uma definição. Alguns casos se revestem de maior complexidade, mas não significa que não haja um investimento por parte da Delegacia de Homicídio, no sentido de sempre buscar a autoria daquele fato, até porque envolve crime contra a vida e sempre tratamos estes fatos como prioridade", finalizou.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados