Operação

Ação policial tem sete presos no Capão do Leão

Cinco foram detidos durante a Operação A Família e dois em um assalto ao vigilante da Embrapa; um criminoso segue foragido

30 de Novembro de 2021 - 21h13 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Policiais apreenderam vários objetos roubados (Foto: Divulgação - DP)

Policiais apreenderam vários objetos roubados (Foto: Divulgação - DP)

Duas ações que podem estar ligadas mobilizaram as polícias do Capão do Leão ontem. A primeira delas foi de repressão e deveria pôr fim a onda de roubos a residências, a empresas, de veículos, sequestro, cárcere privado e extorsão, ocorridos no município e interior de Pelotas. A Operação A Família resultou em cinco presos. Mas um assalto ao vigilante da Embrapa, próximo da UFPel, à tarde, levantou a suspeita da Polícia Civil de que os envolvidos poderiam fazer parte da associação criminosa investigada há quatro meses.

No assalto, os bandidos levaram o colete balístico e a arma do funcionário de segurança e fugiram em direção à avenida Eliseu Maciel, onde um cerco da Brigada Militar conseguiu prender dois bandidos. Um comparsa conseguiu escapar por um matagal e, até o fechamento desta edição, as polícias faziam diligências pelas redondezas. O fato deixou funcionários, professores e alunos do Campus Capão do Leão da UFPel em pânico. O Núcleo de Segurança da UFPel emitiu alerta para as equipes, pois houve a orientação de que todos permanecessem nos prédios. Um professor chegou a ligar para a BM, mas foi tranquilizado pelo policial.

“Analisamos a situação do assalto da tarde com a operação realizada pela manhã, mas não há ligação dos envolvidos”, disse o delegado Sandro Bandeira. A autoridade policial coordenou a Operação A Família desencadeada ontem por agentes da Delegacia de Polícia local, com o apoio da 18ª Região Policial. Foram quatro pessoas presas e mais uma em flagrante. Conforme Bandeira, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva. Desses cinco, quatro são suspeitos de integrarem uma associação criminosa, e o que foi flagrado com uma arma de fogo, também pode ter ligação. Na manhã de ontem, a polícia ainda apreendeu diversos celulares, ferramentas e arma de fogo.

A investigação teve início há quatro meses, após registros de diversos crimes de roubos, seguidos de sequestro, cárcere privado e extorsão. Foram identificados 15 suspeitos, homens e mulheres, de integrarem a associação criminosa, sendo três deles adolescentes e nove pertencem a mesma família. Foi apurado ainda que o grupo de criminosos atuava com extrema violência, agredindo as vítimas e forçando-as a entregar cartões de crédito e de débito com as respectivas senhas, para usar no comércio. Os carros também eram roubados.

Em dois dos crimes cometidos em um período de 20 dias contra as mesmas pessoas, o bando invadiu a residência, sequestrou as vítimas e as levou para um cativeiro, onde foram mantidas por mais de 14 horas. Durante este período, uma das vítimas foi levada a uma agência bancária e forçada a efetuar saques em dinheiro e entregar aos assaltantes, bem como efetuar transferência de valores através de PIX para conta bancária de um “laranja” da associação. A Polícia Civil segue nas investigações, visando à prisão de todos os envolvidos no menor prazo possível. Qualquer informação pode ser repassada anonimamente pelos telefones: (53) 3275-1400 ou 3275-1005 e ainda 197.


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