Pandemia

A Covid em quase um ano de Ações Integradas

Órgãos de Segurança de Pelotas percebem a mudança no perfil dos fiscalizados

21 de Fevereiro de 2021 - 10h30 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

Punição. 1,5 mil pessoas foram autuadas por aglomeração. (Foto: Divulgação BM)

Punição. 1,5 mil pessoas foram autuadas por aglomeração. (Foto: Divulgação BM)

Prestes a completar um ano de Operações Integradas voltadas ao cumprimento dos decretos municipal e estadual que determinam protocolos de medidas de segurança contra o avanço da Covid-19, agentes da área de segurança de Pelotas percebem mudanças no perfil dos fiscalizados. Se no início das ações (primeiro decreto foi anunciado em 17 março), as autuações eram direcionadas ao fechamento de lojas, hoje o trabalho está focado no comportamento dos jovens que realizam aglomerações. Segundo dados repassados pela Brigada Militar, até o dia 7 deste mês 1.505 pessoas tinham sido autuadas por participarem de aglomerações e sem o uso de máscaras - infração considerada grave. Entre fiscalizados ou estabelecimentos que permitiram, promoveram ou incentivaram aglomerações, foram emitidas 161 autuações. Na ocasião do fechamento total do comércio, dez estabelecimentos acabaram lacrados por não obedecerem às determinações do Poder Executivo.

Com a responsabilidade pela fiscalização, a Guarda Municipal de Pelotas conta com apoio nas Operações Integradas da Polícia Civil, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, agentes da Secretaria de Transporte e Trânsito (STT), e fiscais da Secretaria de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana (SGCMU). O comandante da GM, capitão Igor Bretanha, percebeu que este ano, o perfil do público que é abordado é na maioria jovens entre 18 e 30 anos, que saem para festas e que se iguala a faixa etária dos fiscalizados antes da pandemia. “Mas durante o ano passado, nós realizamos ações como Saúde para Todos em que atingimos todas as faixas etárias repassando informações importantes sobre como evitar o contágio da Covid-19.” No período de 25 de maio a 22 de agosto de 2020 foram 13 ações, em 112 locais da cidade, com 9.801 pessoas abordadas, uma presa, 50 veículos autuados e 26 removidos.

Faixa etária

Na fase inicial da pandemia, houve uma preocupação em estocar alimentos e o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Márcio André Facin, lembra que foi preciso dialogar com as gerências dos supermercados. Depois, com novos decretos, a conversa com um pequeno grupo do setor do comércio que divergia com a determinação de fechar o estabelecimento também se fez necessária. “Hoje o que nos traz maior preocupação são os jovens que buscam espaços para confraternizar, e não resta dúvida que este não é o momento”, comentou Facin sobre o perfil dos fiscalizados. “Não temos satisfação nenhuma em autuar ou prender. Nossa satisfação é ver a população respeitando as normas.” Por esse motivo, duas grandes ações foram realizadas nas avenidas Duque de Caxias e Bento Gonçalves.

Para o comandante, as ações foram se aperfeiçoando, pois no início da pandemia, a situação também se apresentou nova para o efetivo. “Tínhamos dificuldades em abordar, mas depois de centenas de reuniões, fomos observando cada detalhe e melhorando.” Facin diz ter passado por situações de estresse das vezes que recebeu uma negativa ao solicitar à pessoa o uso da máscara.

Números que assustam

O aumento no número de contaminados, de internados e até de óbitos em Pelotas (na sexta-feira eram 21 mil infectados e 363 mortes) foi alterando o comportamento do pelotense, segundo observou o titular da 18ª Delegacia Regional de Polícia, Márcio Steffens. Para a autoridade, as operações integradas foram se adaptando conforme os decretos municipal e estadual. “As ações ocorreram conforme as necessidades. No início, era com a fiscalização de quem não cumpria com horário de fechamento dos estabelecimentos e, mais recentemente, com as questões de aglomerações e distanciamento social, uma vez que os jovens estão mais expostos”. Com os números de internações aumentando, os órgãos de Segurança seguem com as barreiras e rondas para evitar maior propagação do coronavírus.


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