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80 dias sem homicídios

Desde o início do ano foram 15 crimes, o que representa 4,28 mortes por cem mil habitantes

14 de Outubro de 2021 - 09h49 Corrigir A + A -

Por: Cíntia Piegas
cintiap@diariopopular.com.br 

A perspectiva da Polícia Civil é chegar ao fim do ano com menos de 30 casos. (Foto: Jô Folha - DP)

A perspectiva da Polícia Civil é chegar ao fim do ano com menos de 30 casos. (Foto: Jô Folha - DP)

Pelotas atingiu a marca de 80 dias sem homicídios completados na quarta-feira (13). Esse é o maior período desde 2012, quando uma força-tarefa se instalou na cidade para combater esse tipo de crime. São 15 homicídios este ano, o que representa 4,28 mortes por cem mil habitantes, bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Félix Rafanhim, ao apontar alguns fatores para o resultado, faz um diagnóstico da criminalidade em Pelotas.

A DPHPP, primeiro como força-tarefa, atua com o crime de homicídio desde 1º de junho de 2012 e anteriormente o número de crimes deste tipo oscilava entre 40 a 60 casos por ano. “Tivemos aumento gradual dos casos a partir do ano de 2013, chegando a mais de cem homicídios consumados nos anos de 2015 e 2017, o ápice na guerra entre organizações criminosas por espaço em Pelotas, gerando ações e reações de vingança de ambas as partes. No ano de 2019, voltamos ao patamar dos anos de 2012, 2013, perfazendo 58 casos de homicídio consumado. A partir do ano de 2020 começou um processo de queda nessas mortes, fechando o ano em 32 casos, o mais baixo desde o ano de 2012.”

A perspectiva da DHPP é chegar ao final do ano com menos de 30 casos. Para Félix, o período de tempo sem homicídios consumados também é recorde, pois é o maior, pelo menos desde o ano de 2012. A queda nos homicídios, para a equipe da Especializada, está também nas ações voltadas ao controle e à repressão às organizações criminosas, que levou a inúmeras transferências, tanto internamente como para outros Estados da Federação, com a devida autorização judicial e manifestação favorável do Ministério Público.

As ações integradas entre as diversas agências, principalmente de inteligência, para acompanhamento das ações criminosas e dos prováveis envolvidos, atacando grupos com atuação no tráfico de entorpecentes, também são fatores significativos, além das condenações pelo Tribunal do Júri de diversos membros das organizações criminosas envolvidas com crimes contra a vida. Ontem, por exemplo, foi a júri popular o homem apontado como mandante da execução do policial civil aposentado e advogado Marco Antônio Silva da Silva, em 23 de janeiro de 2017. Até o fechamento desta edição, a sessão estava em andamento.

“Temos ainda a autorregulação das organizações criminosas no tocante à diminuição de conflitos e políticas públicas voltadas a evitar a cooptação de pessoas em estado de fragilidade social por estes grupos”, apontou o delegado.

Investigação

A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a autoria de um esfaqueamento que vitimou D.S.V.L., na tarde de terça-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, em frente à sua residência, na rua Juarez Padilha, 155, bairro Centro, em Pelotas. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), juntamente com agentes da Volante da Polícia Civil foram até o local e encontraram a vítima já no chão, bastante desfalecida. Um parente relatou que a vítima teria sido abordada por um homem e levado golpes de facão na cabeça e no braço. O ferido já havia recebido ameaças de morte. Ele foi levado para o Pronto Socorro de Pelotas e, segundo agentes da DHPP, já foi ouvido, encontrando-se fora de perigo.


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