Investigação

3ª DP identifica esquema de desvio de cargas

Em um depósito no Fragata, a Polícia Civil recuperou mercadoria avaliada em R$ 50 mil

17 de Julho de 2019 - 21h49 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Ao todo, os agentes localizaram 67 toneladas do cereal. Um homem que estava no depósito foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para prestar esclarecimentos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Ao todo, os agentes localizaram 67 toneladas do cereal. Um homem que estava no depósito foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para prestar esclarecimentos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma denúncia de esquema criminoso à 18ª Delegacia de Polícia Regional (DPR) levou agentes da 3ª DP a recuperar uma carga de milho avaliada em R$ 50 mil e a identificar uma quadrilha de estelionatários especializada em aplicar golpes em diversas empresas do Estado com a venda de insumos agrícolas. A Polícia Civil estima que as vítimas tenham sofrido prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão.

Segundo o titular da 3ª Delegacia de Polícia, Gustavo Pereira, a empresa alvo dos criminosos tem sede em Ibirubá, no noroeste do Rio Grande do Sul, e conta com diversas unidades espalhadas pelo RS. A investigação apontou que a carga de insumos chegava em Pelotas e era despachada para receptadores e empresas do ramo, a Polícia Civil, no entanto, apura se essas empresas que compravam os produtos sabiam da origem ilícita da mercadoria. "O diferencial desses estelionatários é que eles basicamente focaram em um nicho de mercado: o agronegócio. Diante disso, buscaram realizar compras de diversos produtos de inúmeras empresas. O material vinha até Pelotas para ser despachado para outras empresas", afirmou.

Em um um depósito localizado no Fragata, os agentes encontraram o milho da Cooperativa Cotribá. O produto estava sendo acondicionado em sacas e repassado a consumidores do local.  "A intenção é identificar se ele faz parte dos receptadores da mercadoria ou é mais uma vítima", disse. A carga total comprada pela quadrilha pesava 436 toneladas e avaliada em, aproximadamente, R$ 280 mil.


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