Regulamentação

Azeite de oliva gaúcho com selo de qualidade

Previsão é que selo de reconhecimento do produto seja lançado no primeiro trimestre deste ano

18 de Janeiro de 2022 - 09h13 Corrigir A + A -
Em franca expansão, olivicultura gaúcha vem ganhando destaque internacional. (Foto: Fernando Dias - Seapdr)

Em franca expansão, olivicultura gaúcha vem ganhando destaque internacional. (Foto: Fernando Dias - Seapdr)

Em uma nova iniciativa de regulamentação e reconhecimento da qualidade premium de produtos gaúchos, foi publicado o Regulamento do Reconhecimento Ibraoliva Produto Premium RS, articulado pelo programa Produtos Premium, que é coordenado pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT/RS) em conjunto com as secretarias da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). A partir desse trabalho, a qualidade dos azeites de oliva extravirgem produzidos em solo gaúcho será reconhecida por meio de um selo, que deve ser lançado ainda no primeiro trimestre do ano.

A exemplo do que irá ocorrer com a carne bovina, a iniciativa visa distinguir e valorizar os azeites de oliva extravirgem fabricados no Rio Grande do Sul, um setor recente, em franca expansão, que vem ganhando destaque. "Há alguns anos, os olivicultores gaúchos estão produzindo azeites com qualidade excepcional, com premiação em diversos concursos mundiais", ressalta o analista agropecuário e florestal do Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Seapdr, engenheiro agrônomo Altamir Mateus Bertollo, que faz parte do grupo de trabalho de construção deste reconhecimento.

O selo de reconhecimento do Produto Premium chancela a qualidade e a origem dos azeites de oliva extravirgem produzidos no RS por meio do atendimento dos critérios construídos, tendo por base os princípios norteadores de qualidade e origem usados na construção do reconhecimento. Desta forma, o consumidor é informado visualmente que este produto atende aos requisitos estabelecidos no regulamento.

Trajetória

Em 2020, o setor de olivicultura, por meio do Ibraoliva, procurou a equipe do programa Produtos Premium, com a necessidade de estipular critérios para comprovar a origem do produto. Buscavam, portanto, um modo para identificar qual azeitona havia sido plantada e também tido o seu suco extraído e o envasamento feito por lagares no RS, com o objetivo de combater marcas identificadas como colhidas e processadas no Estado indevidamente.

Além disso, almejavam estabelecer critérios mais rígidos de definição para o azeite de oliva extravirgem do que os propostos pelas normas vigentes. As regras foram definidas pelo Grupo de Trabalho e, assim, foi construído o regulamento para o uso da marca distintiva.

O azeite de oliva é o segundo produto mais fraudado do Brasil, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Com base nesta realidade, o setor da olivicultura solicitou apoio para estipular critérios visando à proteção da origem e da qualidade dos azeites extravirgem gaúchos.


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