Inconsistência

Votos para conselheiros tutelares serão recontados

Conferência feita pelo Cartório Eleitoral apontou divergência entre os dados finais de sete urnas e aqueles contabilizados no dia da apuração

16 de Outubro de 2019 - 16h26 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Carlos Queiroz 14488

Votação realizada no dia 6 de outubro teve a participação de 22 mil eleitores para a escolha dos 30 conselheiros (Foto: Carlos Queiroz - DP)

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) fará na sexta (18), às 14h no auditório interno do Ministério Público, a recontagem de parte dos votos da eleição dos novos conselheiros tutelares de Pelotas. O motivo é a divergência entre os dados da apuração feita no domingo da eleição, dia 6, e a conferência realizada pelo Cartório Eleitoral.

A checagem identificou diferenças nos números de sete urnas instaladas em diferentes pontos da cidade. Ao todo, estas seções eleitorais registraram 2.133 votos. Conforme o vice-presidente do Comdica, no entanto, a discrepância entre os boletins das urnas eletrônicas e os valores contabilizados manualmente em planilhas são pequenos. "A recontagem destes votos será pública, aberta a todos que quiserem acompanhar. Foram pequenos erros que não alteram a classificação dos eleitos e suplentes", afirma Claudio Balreira.

O pedido para a nova apuração das urnas 01, 29, 30, 41, 59, 64 e 71 partiu do Ministério Público. Para a promotora da Infância e Juventude, Luciara Robe da Silveira, não há evidência de fraude que possa eventualmente colocar em risco o resultado eleitoral. "Se trata de mero erro na contagem, que foi acompanhada pelos candidatos e fiscais, inclusive para conferência, não havendo qualquer suspeita de fraude ou má-fé", explica.

Ações pedem suspensão da posse

Desde a semana passada, seis ações foram ajuizadas apontando irregularidades relacionadas à eleição do Conselho Tutelar. Em cinco delas a Promotoria alega propaganda ilegal antes e no dia da votação. Em uma delas a Justiça concedeu antecipação de tutela aceitando os argumentos do MP e suspendendo a posse de uma candidata eleita. Caso acatadas, as outras quatro também podem interferir na composição final do conselho eleito para o período 2020-2024.

A sexta ação foi ajuizada na terça (15) contra um candidato reeleito. Segundo Luciara Robe da Silveira, o conselheiro não estaria obedecendo a exigência de dedicação exclusiva à função. Com isso, o MP pede que a sua posse para o novo mandato também seja suspensa.


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