2022

Senador Luis Carlos Heinze cumpre agenda em Pelotas

Ao reunir-se com lideranças do PP e representantes de setores produtivos, colheu demandas para montagem de um possível plano de governo na disputa pelo Piratini

14 de Novembro de 2021 - 16h06 Corrigir A + A -
Heinze é pré-candidato ao governo do Estado pelo Progressistas (Foto: Jô Folha - DP)

Heinze é pré-candidato ao governo do Estado pelo Progressistas (Foto: Jô Folha - DP)

Pré-candidato ao governo do Estado pelo Progressistas, o senador Luis Carlos Heinze participou de um debate no auditório do Hotel Jacques George Tower, em Pelotas, no último sábado. O evento foi promovido pela candidatura, com apoio do diretório local do partido, e reuniu, além de lideranças políticas dos Progressistas, representantes dos setores produtivos locais.

Em mais de três horas de pronunciamentos, inclusive de líderes de outras legendas, como PTB e PRTB, Heinze expôs o plano econômico e ouviu demandas da região. Depois, concedeu entrevista ao Diário Popular.

Protagonista de cenas confusas na CPI da Covid-19 no Senado, pautadas por uma defesa inflexível do governo federal, Heinze apresentou-se como candidato oficial de Bolsonaro no Rio Grande do Sul, minimizando a possibilidade de Onyx Lorenzoni (DEM) também concorrer. O senador elogiou, ainda, o governador Eduardo Leite (PSDB).

DP: O que o senhor destaca deste encontro com lideranças políticas e dos setores produtivos locais?

Heinze: "Estamos muito satisfeitos, foi uma grande mobilização de dezenas de pessoas ligadas à Zona Sul. É importante ouvir as demandas da sociedade e setores produtivos da região, o que pode ser incluído no nosso plano de governo, que seja consistente e contemple todo o Rio Grande do Sul."

DP: A sua candidatura é bastante vinculada ao setor produtivo. O que o Estado pode fazer para o desenvolvimento da Zona Sul?

Heinze: "Já estamos fazendo pelo Porto de Rio Grande, que é um polo importante. Apresentamos agora, devemos apresentar em 8 de dezembro, a ligação da hidrovia da Lagoa Mirim com a Lagoa dos Patos, isso é uma realidade. 60 anos depois da assinatura dela pelo presidente João Goulart e Haedo, do Uruguai, estamos resgatando essa obra fundamental para o desenvolvimento da região.

Incorpora ao processo produtivo do Rio Grande do Sul quase um milhão de hectares que tem na parte Nordeste e Norte, pobre, do Uruguai. Ali tem florestas, arroz e pecuária, vai entrar soja, milho e florestas, que podem criar uma segunda planta de celulose, com a madeira plantada na Zona Sul e nesta região uruguaia. As indústrias cimenteiras de Treinta y Tres (cidade uruguaia) vão vender para o Rio Grande do Sul, chegar a Pelotas ou até ao Porto de Porto Alegre. Com maior plantio na região, os caminhoneiros também terão muito mais movimento."

DP: O senhor foi atuante na CPI da Covid em apoio ao governo federal. Como isso pode repercutir no ano que vem?

Heinze: "O governo federal já liberou 345 milhões de doses de vacina, é duas vezes a população vacinal que é de 160 milhões de pessoas. O Rio Grande do Sul recebeu 19,5 milhões de doses para nove milhões de gaúchos. Estamos iniciando a terceira dose e isso é positivo. Trabalhamos em vacinas novas, cinco em fase final de aprovação, com 16 laboratórios brasileiros que querem produzir. Isso é muito importante."

DP: Podem haver novos candidatos bolsonaristas ao governo do Estado. O senhor confirma que será oficialmente o representante de Bolsonaro no Rio Grande do Sul?

"Sou pré-candidato e já tive a fala do próprio presidente em cima de fazermos o nosso palanque também o palanque de Jair Bolsonaro no Rio Grande do Sul."

DP: O senhor teve essa promessa dele?

Heinze: "Sim."

DP: O Progressistas integra a base de governo do Eduardo Leite, um opositor a Jair Bolsonaro. Qual o seu posicionamento e como isso será tratado na campanha?

Heinze: "O governador Sartori iniciou um trabalho de mudanças no Estado, as reformas necessárias que foram continuadas pelo Eduardo Leite. Isso é positivo: eu só vou dar continuidade a essas reformas. Da mesma forma as questões das privatizações, que são fundamentais, temos alinhamento de várias propostas.
O Rio Grande não pode parar, retroceder. Queremos alinhar e avançar. Respeitamos o Eduardo como candidato [a presidente], é um grande nome, torcemos pela vitória dele contra o Dória, porque ele é mais candidato para o Brasil e para o próprio PSDB, mas terei meu candidato que é o Jair Bolsonaro."


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