Questionamento

Secretários são chamados para falar sobre as merendeiras

Abel Dourado, responsável pela pasta de Recursos Humanos, e Artur Corrêa, da Educação, terão agenda na Câmara na manhã do dia 14 de março

27 de Fevereiro de 2019 - 13h30 Corrigir A + A -
O secretário Abel Dourado disse conhecer as demandas apresentadas pelos servidores e o sindicato. (Foto: Gustavo Vara/Ascom)

O secretário Abel Dourado disse conhecer as demandas apresentadas pelos servidores e o sindicato. (Foto: Gustavo Vara/Ascom)

Está marcada para o dia 14 de março a reunião entre vereadores da Comissão de Educação e secretários municipais para tratar da situação das merendeiras das escolas da rede municipal. Recentemente, a categoria esteve reunida com vereadores e reivindicou melhorias nas condições de trabalho, como o pagamento de insalubridade e redução da carga horária para 30 horas semanais. A audiência contará com a presença dos secretários Artur Corrêa, de Educação e Desporto (Smed), e Abel Dourado, de Administração e Recursos Humanos (Sarh).

A Smed hoje conta com cerca de 230 trabalhadores na função. A categoria recebe complemento para alcançar o salário mínimo e possui jornada de 40 horas semanais.

Em conversa com a presidente do Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), ela relatou a insatisfação da categoria com as atuais condições de trabalho. “Temos uma ação judicial pedindo o pagamento de insalubridade.

Vamos convocar as merendeiras para se fazer presentes e questionar a administração”, garantiu a sindicalista.

O pedido de insalubridade é argumentado pelo cotidiano de trabalho com produtos químicos para limpeza das cozinhas e dos utensílios para a preparação de alimentos. “Se as merendeiras não cozinham, a educação para”, indica Tatiane. Outra reivindicação se refere a equipamentos de segurança do trabalho, como avental anti-incêndio e luvas.

“Conhecemos as demandas”
O secretário Abel Dourado disse conhecer as demandas apresentadas pelos servidores e o sindicato. Ele lembra que são pautas antigas dos trabalhadores. Para a audiência, o secretário informou que levará o técnico responsável pela análise dos casos de insalubridade nas funções públicas municipais. “Fazem um parecer técnico segundo ditames da lei”, assegurou.

É uma discussão técnica, não uma opção do governo”, complementou. Os técnicos também são responsáveis por avaliar o grau de risco, que também influencia na porcentagem adicional de salário. Sobre a redução da carga horária, a administração vê praticamente como impossível a diminuição para seis horas diárias.


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