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Secretários de escola relatam problemas a vereadores

Acúmulo de atividades, desvio de função e baixa remuneração foram as principais pautas tratadas

13 de Março de 2019 - 20h05 Corrigir A + A -
Secretários escolares querem melhores condições. (Foto: Lenise Slawski - Câmara de Vereadores de Pelotas)

Secretários escolares querem melhores condições. (Foto: Lenise Slawski - Câmara de Vereadores de Pelotas)

Um grupo de secretários de escola esteve reunido, na manhã desta quarta-feira (13), com vereadores para relatar problemas enfrentados em seus cotidianos de trabalho. Aos parlamentares, os servidores relataram o grande acúmulo de atividades, dúvidas sobre as atribuições dispostas no edital do concurso e os baixos salários dispostos aos profissionais. O grupo também pediu que o assunto seja tratado na reunião com os secretários de Educação e Desporto, Artur Corrêa, e de Administração e Recursos Humanos, Abel Dourado, marcada para as 10h desta quinta-feira (14).

"São atribuições humanamente impossíveis de serem praticadas", disse Cláudio, uma espécie de liderança do grupo. Eles foram recebidos pelos vereadores Marcola (PT), Fernanda Miranda (PSOL), Zilda Bürkle (PSB), Daiane Dias (PSB), Éder Blank (PDT), Marcus Cunha (PDT) e Vicente Amaral (PSDB). O assunto deve ser tratado dentro das comissões temáticas e com o Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp).

Remunerados com um salário mínimo a partir de complementos, os secretários relataram que são muitos os casos de exoneração dos servidores em função das más condições de trabalho. Num dos casos, o secretário de uma escola relatou ter tido a missão de avisar uma funcionária da limpeza que ela fora demitida pela empresa contratada para o serviço. Outro relatou ser responsável pela abertura e fechamento da porta de entrada da escola, atribuição de monitores. Algumas das atribuições dispostas no edital do concurso, reclamam, podem ter diferentes interpretações por serem vagas.

A categoria não foi contemplada no projeto da redução da carga horária apresentada pelo atual governo.

Normalidade
Conforme o secretário de Educação, Artur Corrêa, a alta rotatividade é comum em toda a prefeitura de Pelotas, que ele próprio admite que são baixas as remunerações. "Eu nunca recebi absolutamente nada sobre isso, sobre estes desvios de função", informou.

Corrêa lembrou que, até há poucos anos, as funções eram exercidas por servidores denominados como oficiais administrativos, que possuíam carga horária de seis horas por dia. A alteração seria devido às necessidades das escolas.

Sobre a redução de carga horária, o secretário disse que a possibilidade é impossível neste momento. "Quem faz concurso já sabe como vai ser. Sinceramente, o dia que tu estiver achando que está ganhando pouco, pega o teu chapéu e vai embora", declarou. Em relação às merendeiras, que também pedem a redução da carga horária e melhores condições de trabalho, o secretário disse que trataria do assunto na Câmara de Vereadores.


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