Mais uma mudança

Regina Duarte deixa Secretaria Nacional de Cultura

Atriz esteve com Bolsonaro nesta quarta para oficializar desligamento da pasta e nomeação como diretora da Cinemateca em São Paulo

20 de Maio de 2020 - 10h28 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Regina Duarte vinha sofrendo desgaste após cobranças de Bolsonaro por mais proximidade; no meio artístico, declarações sobre a ditadura militar provocaram revolta (Foto: Marcos Corrêa - PR)

A atriz Regina Duarte deixou a Secretaria Nacional de Cultura do governo Jair Bolsonaro depois de apenas três meses no cargo. Após semanas de especulações sobre a possível saída do comando da pasta e cobranças públicas do presidente para que estivesse mais próxima do governo, a ex-secretária acertou sua ida para o comando da Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A instituição é responsável pela preservação do acervo audiovisual do país.

A oficialização da saída de Regina se deu após um encontro com Bolsonaro na manhã desta quarta (20). Após café da manhã no Palácio da Alvorada, ela e o presidente divulgaram um vídeo nas redes sociais anunciando a mudança. Segundo a atriz, o encontro em Brasília fora da agenda do presidente foi pedido por ela para saber se estava sendo “fritada”. Regina pediu para trocar de função para que pudesse ficar mais próxima à família.

Bolsonaro negou que houvesse desentendimento com a atriz e disse que pretende continuar contando com seu trabalho no governo através da Cinemateca. “O que eu mais quero é o seu bem, pelo seu passado, pelo que representa para todos nós. Ir para a Cinemateca, do lado do seu apartamento em São Paulo, você vai ser feliz e produzir muito mais”, declarou.

Mário Frias é cotado

Para substituir Regina Duarte na Secretaria Nacional de Cultura, o primeiro nome cotado é o do ator Mário Frias. Na terça (19) ele foi convidado para um almoço em Brasília por Bolsonaro. O presidente teria gostado de uma entrevista de Frias à CNN em que comentou a gestão de Regina e se colocou à disposição do governo, inclusive para assumir o lugar da então secretária.

“Pro Jair, cara, o que ele precisar eu tô aqui. Eu torço demais pra Regina, eu sou fã dela, mas pelo Brasil eu tô aqui, o que for preciso. Respeito o Jair demais, vejo o Brasil com chance de finalmente ser respeitado”, elogiou o ator.


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