Investimentos

Projeto da termelétrica mais perto de sair do papel

Em comitiva na Europa, governador retoma negociações pela usina no Porto do Rio Grande

05 de Outubro de 2021 - 20h14 Corrigir A + A -

Por: Vitória Leitzke
vitoria@diariopopular.com.br

Reunião aconteceu nesta terça-feira - (Foto: Gustavo Mansur) (Foto: Divulgação - DP)

Reunião aconteceu nesta terça-feira - (Foto: Gustavo Mansur) (Foto: Divulgação - DP)

Recheado de idas e vindas, o projeto de construção de uma usina termelétrica a gás natural liquefeito (GNL) no Porto do Rio Grande, iniciado em 2009, parece estar se encaminhando para virar realidade. A comitiva do governador Eduardo Leite (PSDB), em missão governamental na Europa, retomou o assunto com o Grupo Cobra, responsável pelo investimento e empresa espanhola que trabalha no desenvolvimento, construção e operação de instalações industriais.

Caso o projeto, com investimento previsto de R$ 6 bilhões, tenha as licenças emitidas, a obra deve iniciar ainda em dezembro deste ano, com prazo de conclusão em 2024. Além disso, o empreendimento prevê a criação de 2,1 mil postos de trabalho e a operação de até 14 milhões de metros cúbicos por dia, o que deve atender a demanda do Rio Grande do Sul até 2030.

"É um projeto antigo, que começou a ser discutido em 2009. Estamos trabalhando para viabilizar. É um projeto transformar para todo o Estado, especialmente a região Sul, porque a termelétrica, além do impacto positivo direto, gera toda uma externalidade positiva do que vai viabilizar de gasoduto e de oportunidades na indústria", disse Leite.

A empresa espanhola Grupo Cobra é o segundo investidor da usina. O vencedor do leilão de energia para a construção, em 2014, Grupo Bolognesi, não iniciou a obra e desistiu do negócio alegando dificuldades em obter os licenciamentos, há quatro anos.

Com a indefinição da viabilização da usina, em 2017 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu revogar a autorização para a construção da termelétrica em Rio Grande. Através de uma decisão judicial provisória, a decisão da Aneel foi suspensa, em maio deste ano. Para isso, o Grupo Cobra deve cumprir conta com a Licença Ambiental de Instalação (LI) do empreendimento, com prazo máximo de 5 de novembro; as obras devem iniciar em 26 de dezembro; e a geração comercial de energia, em maio de 2024.

Poucos detalhes

A reportagem do DP tentou contato durante o dia de ontem com o secretário estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura, Luiz Henrique Viana, com o superintendente dos Portos do RS, Fernando Estima, ambos integrantes da comitiva à Europa, e também com o prefeito de Rio Grande, Fábio Branco (MDB), mas até o fechamento da edição não teve retorno sobre detalhes da negociação com o grupo espanhol.


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