Ainda no papel

Projeto da termelétrica de Rio Grande é levado a Leite

Governo do Estado, prefeitura e possível investidor tentam reverter decisão da Aneel de revogar outorga para a construção da usina

06 de Fevereiro de 2020 - 21h11 Corrigir A + A -

Eduardo Leite Termeletrica RG - Gustavo Mansur Palacio Piratini

Estado, município e entidades buscam reverter decisão da Aneel de cancelar outorga do projeto (Foto: Gustavo Mansur - Palácio Piratini)

Interrompido desde 2017, antes mesmo de começar a sair do papel, o projeto de construção de uma usina termelétrica à base de gás natural liquefeito (GNL) em Rio Grande ainda busca retomada. Nesta quinta (6), o governador Eduardo Leite (PSDB) recebeu no Palácio Piratini representantes do Grupo ACS, que pretende investir na obra, para discutir a situação atual do empreendimento.

Acompanhados do deputado estadual Fábio Branco (MDB), do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, e do superintendente dos Portos do RS, Fernando Estima, os empresários pediram o envolvimento do governador. De acordo com Branco, além de um entrave quanto ao licenciamento da termelétrica pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), há necessidade de reverter decisão tomada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em outubro de 2017 de revogar a outorga do projeto. “Para resolver os dois problemas nós precisamos do auxílio do governo do Estado. Por isso, trouxemos o assunto ao governador”, explica o deputado.

O cancelamento da concessão por parte da agência se deu após o Grupo Bolognesi, vencedor do leilão de energia para construção usina em 2014, não iniciar a construção e desistir do negócio alegando dificuldades para obter os licenciamentos. Inicialmente, investidores norte-americanos surgiram como interessados nos direitos da usina. No entanto, a Bolognesi acertou o repasse do projeto ao Grupo ACS, da Espanha. Conforme o contrato de outorga, a termelétrica deveria estar concluída e gerando energia em 1º de janeiro de 2019.

Desde que a Aneel revogou a permissão para o projeto, empreendedores, Estado, prefeitura de Rio Grande e Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) tentam que a agência reconsidere. Em 17 de dezembro, reunião da diretoria da agência discutiu o pedido de revisão. Contudo, um pedido de vista por parte de um dos diretores adiou a definição por prazo indeterminado, o que manteve a esperança de empreendedores e políticos na reversão do quadro.

“Faremos todo o esforço possível para que o governo contribua nesse processo que é tão importante para o Rio Grande do Sul e para a Região Sul, em especial”, afirma o governador.

O investimento

Com investimento estimado em R$ 3 bilhões, o projeto da usina termelétrica (UTE) Rio Grande prevê produzir 1.238 MW de energia e gerar 3,5 mil empregos no pico da construção, além de 150 empregos posteriormente, durante a operação.

 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados