Novo uso

Pedreira é cedida ao Capão do Leão por 30 anos

Fechada desde 2007 e pertencente a Pelotas, local será doado para criação de área de lazer e parque turístico regional

06 de Janeiro de 2020 - 20h52 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Desativada e com controle de acesso precário, área será qualificada para lazer, prática de esportes e turismo (Foto: DIvulgação - Infocenter DP)

Desativada e com controle de acesso precário, área será qualificada para lazer, prática de esportes e turismo (Foto: DIvulgação - Infocenter DP)

Treze anos depois de ter a atividade de mineração encerrada, a área da antiga Empresa da Pedreira Municipal de Pelotas (Empem) passa, a partir desta terça (7), a ser administrada pela prefeitura do Capão do Leão. Negociada desde 2018 entre o prefeito Mauro Nolasco (PT) e a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), a doação do local por 30 anos será formalizada com a assinatura de termo de cessão de uso. O ato de transferência da gestão será às 14h30min na sede da mina.

Instalada dentro da zona urbana, a pedreira desativada deve ser transformada em um parque voltado ao lazer. A expectativa do prefeito leonense é que o investimento na área inexplorada, aliado à facilidade de acesso e à proximidade do centro da cidade, incentive o turismo e a economia. "É um ponto já bastante procurado por quem pratica ciclismo, rapel e outros esportes radicais. A ideia é cuidar do local e favorecer estas e outras atividades, sempre com um olhar de preservação ambiental", projeta o prefeito leonense.

O primeiro passo para tirar a proposta do papel será a transferência do Departamento de Meio Ambiente (vinculado à Secretaria de Obras) para a ex-sede da Empem. A partir disso, a prefeitura promete fazer a limpeza e a manutenção permanente do local, que atualmente conta apenas com vigilância noturna. "Em um futuro próximo, iremos investir na contratação de pessoal qualificado para visitas guiadas. Além de ser um lugar bonito, ele guarda muito da história da cidade, que se desenvolveu a partir da mineração", completa Nolasco.

Cedência é etapa final da Empem

Transformada em autarquia em 1966, com a criação do Serviço Autônomo da Pedreira Municipal (Sapem), e convertida em empresa pública (Empem) em 1990, a mina foi utilizada para exploração de granito até 2007, quando deixou de obter licenças ambientais por conta do risco causado pelas explosões às residências próximas.

Mesmo localizada no Capão do Leão, a Empem continuou pertencendo a Pelotas e só foi oficialmente extinta em maio de 2018. Com as dívidas trabalhistas e tributárias somando R$ 3,4 milhões, prefeitura e Sanep assumiram a responsabilidade pelos passivos, de acordo com a participação societária que possuíam no empreendimento: 85,57% e 14,43%, respectivamente.

Conforme o assessor especial da prefeitura de Pelotas, Fábio Machado, a cessão temporária pode ser renovada por mais 30 anos, caso haja interesse dos municípios. "Mesmo cedida, continua sendo um bem de Pelotas, que terá a responsabilidade de fiscalizar, através da Secretaria de Qualidade Ambiental, se está sendo utilizada conforme o acordo destina", explica.


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