Pressão

Oposição e Simp tentam frear projeto dos salários

Professores estiveram na Câmara para conversar com vereadores e cobrar posicionamento sobre a proposta

05 de Dezembro de 2018 - 20h03 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

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Audiência pública na noite de terça teve nova manifestação de servidores (Foto: Volmer Perez - Câmara de Vereadores)

Parlamentares contrários à alteração na forma de pagamento de professores, auxiliares de educação infantil e servidores de nível superior devem pedir na sessão de quinta (6) da Câmara de Vereadores que a proposta não avance. Previsto na pauta na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, o projeto ficará apto para votação definitiva em plenário tão logo receba o aval na CCJR.

Empenhados em evitar que a atual versão do projeto seja apreciada, direção do Sindicato dos Municipários (Simp) e professores se articulam em três frentes com o apoio de parlamentares. A primeira é reforçar o movimento de oposicionistas para frear a tramitação. Ao invés da análise imediata na CCJR, querem que o assunto seja debatido primeiro na Comissão de Educação, presidida por Ademar Ornel (DEM).

Além desse passo atrás, os servidores pressionam para que o texto retorne ao Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal (Coparp), órgão consultivo que analisa projetos de lei relacionados à administração e remuneração. A alegação é de que a versão do projeto que recebeu parecer favorável é distinta daquela em tramitação. "A mensagem que está sendo discutida aqui tem artigos diferentes daquela vista pelo Coparp. Isso é grave, não pode haver alteração no caminho entre o conselho e a Câmara", argumenta o vereador Marcos Ferreira, o Marcola (PT).

Cobranças

Nesta quarta (5), um grupo de professores voltou ao Legislativo e se reuniu com parlamentares, incluindo governistas. O movimento de aproximação é classificado pela direção do Simp como uma tentativa de sensibilizar pela retirada da proposta. "O projeto mexe em muita coisa. Deveria ser desmembrado em vários e debatido com calma", argumentou a presidente do sindicato, Tatiane Rodrigues.

Incomodados por se considerarem impedidos de falar nos debates em plenário, quando servidores têm protestado contra a base de apoio à prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), vereadores tucanos pediram mais diálogo aos municipários. "Precisam deixar a gente falar também. Não só quando nos chamam a portas fechadas, mas nas discussões em plenário", reclamou Luiz Henrique Viana (PSDB).

Além de Viana, outros 12 parlamentares receberam uma carta dos educadores pedindo a rejeição do projeto: Daniel Trzeciak e Enéias Clarindo (PSDB), Reinaldo Elias (PTB), Waldomiro Lima (PRB), Ademar Ornel e José Sizenando (DEM), Ivan Duarte e Marcola (PT), Marcus Cunha e Professor Adinho (PDT), Zilda Bürkle (PSB) e Fernanda Miranda (PSOL).

 


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