Luta por espaço

Oposição e governo disputam CCJR na Câmara

Escolha dos integrantes das comissões no Legislativo foi adiada pela presidência e gerou reclamação de petista

05 de Fevereiro de 2019 - 19h46 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Marcola diz que pretende coordenar a CCJR e reclamou de adiamento da escola (Foto: Lenise Slawski - Câmara de Vereadores)

Marcola diz que pretende coordenar a CCJR e reclamou de adiamento da escola (Foto: Lenise Slawski - Câmara de Vereadores)

Tradicionalmente realizada na abertura do ano na Câmara de Vereadores de Pelotas, a composição das comissões temáticas será realizada nesta quarta (6), na segunda sessão do ano. Responsável pela análise de todos os projetos que entram na Casa antes que sejam encaminhados a plenário - inclusive podendo barrá-los caso sejam considerados inconstitucionais - a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) é a mais cobiçada por governo e oposição.

Nesta terça (5), após o comunicado do presidente Fabrício Tavares (PSD) de que a formação das comissões seria adiada, o líder do PT reclamou. Candidato a ocupar o cargo, Marcos Ferreira, o Marcola, pediu que a eleição não fosse postergada em respeito ao Regimento Interno. "Gostaria que o senhor me dissesse qual artigo diz isso", rebateu Tavares, suspendendo a sessão.

Após o retorno, o presidente manteve para hoje a escolha. "Eles [governo] não têm um nome para a CCJR, não se entenderam entre eles. Por isso foi adiada. O certo era ser hoje [terça]", queixou-se o petista após a sessão.

Rearranjo

Com a base estremecida desde o fim do ano passado, o líder do governo na Câmara, Enéias Clarindo (PSDB), e prefeita tentam aparar arestas após as votações de dezembro. Na terça, uma reunião foi realizada entre ele, Fabrício Tavares e Paula Mascarenhas (PSDB) para buscar o reagrupamento. Os secretários Abel Dourado (Administração e Recursos Humanos) e Clotilde Victória (Governo), além do assessor especial Fábio Machado participaram da conversa.

Conforme Clarindo, nas próximas semanas vereadores da base e aqueles que votaram contra projetos do governo no fim de 2018 serão ouvidos. A ideia é restabelecer unidade capaz de viabilizar o envio de projetos considerados essenciais pelo governo. "Nem sempre se acerta e também se pode aprender com os erros. Precisamos conversar, compreender os incompreendidos."


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