Trégua

Municipários decidem suspender greve até quinta

Assembleia na manhã desta terça decidiu por retorno ao trabalho até que a categoria tenha proposta da prefeitura e reavalie mobilização

08 de Outubro de 2019 - 12h06 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

A assembleia dos municipários foi em frente à Câmara de Vereadores. (Foto: Vinícius Peraça)

A assembleia dos municipários foi em frente à Câmara de Vereadores. (Foto: Vinícius Peraça)

Os servidores públicos municipais de Pelotas retornam ao trabalho a partir da tarde desta terça (8). A decisão foi tomada em assembleia da categoria durante a manhã na frente da Câmara de Vereadores, com suspensão da greve até a próxima quinta (10), quando novo encontro dos trabalhadores irá definir se retomam a paralisação ou mantêm as atividades.

Na manhã desta terça, servidores lotaram o Legislativo para pedir novamente aos parlamentares intermediação para discutir com a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) alternativas para o pagamento dos salários. Em manifestação na tribuna, a presidente e o vice do Sindicato dos Municipários (Simp) reiteraram críticas ao atraso. "Queremos a intermediação para que o Poder Executivo apresente a forma de pagar os salários dos municipários no quinto dia. Pois já é um absurdo não pagar dentro do mês", reclamou Tatiane Rodrigues.

Durante a sessão, o líder do governo Enéias Clarindo (PSDB) confirmou que obteve sinal positivo da prefeita para uma reunião com representantes do Legislativo e do Simp na quarta, às 15h, no paço municipal. O encontro marcado pesou para que os municipários optassem por suspender a greve. Durante a assembleia, grande parte da categoria defendeu a manutenção da paralisação, mas a maioria decidiu voltar ao trabalho enquanto aguarda proposta da prefeitura.

Câmara tranca pauta
Após uma tentativa sem sucesso na semana passada de trancar a pauta da Câmara até que o impasse entre Executivo e servidores se resolva, nesta terça a oposição conseguiu acordo para que não ocorram votações até a próxima semana.

Com a ausência do presidente Fabrício Tavares (PSD), que recusou-se a avaliar o trancamento na última quinta, coube ao vice-presidente Éder Blank (PDT) comandar a sessão. Ele atendeu a pedido de Marcus Cunha (PDT) e ouviu os vereadores sobre a proposta. A portas fechadas, houve consenso por evitar votações. Parte da base não participou da sessão.


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