Escritório do crime

Miliciano ligado a Flávio Bolsonaro é morto pela polícia na Bahia

Adriano da Nóbrega era investigado por participar de “rachadinha” no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do RJ

09 de Fevereiro de 2020 - 14h15 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Ex-PM era considerado o líder do

Ex-PM era considerado o líder do "Escritório do Crime" no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação - DP)

O ex-capitão da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega, foi morto na madrugada deste domingo (9) na cidade de Esplanada, na Bahia. Foragido há mais de um ano, ele era acusado de comandar a mais antiga milícia carioca e também era suspeito de integrar um grupo de assassinos profissionais daquele Estado.

Nóbrega estava entre os investigados pelo Ministério Público pela suposta prática de “rachadinha” no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido), filho do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia Estadual do RJ.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o ex-capitão foi localizado neste domingo e, quando os policiais foram fazer a prisão, houve troca de tiros. Ferido, Nóbrega teria sido levado a um hospital da região de Esplanada, mas não resistiu.

O secretário Maurício Teles Barbosa informou que a operação da polícia baiana ocorreu como apoio por se tratar de um caso com “relevância nacional”. “Buscamos efetuar a prisão, mas o procurado preferiu reagir atirando”, afirmou em nota que também liga o ex-capitão à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro.

Chamado de “patrão” do “Escritório do Crime”, milícia da região de Rio das Pedras, na capital fluminense, Adriano da Nóbrega é apontado como culpado de diversos homicídios e de ser sócio no controle de máquinas caça-níqueis.

Parentes do ex-capitão chegaram a ser nomeadas no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro. Em 2005, após ter sido condenado por homicídio, foi defendido por Jair Bolsonaro em discurso na Câmara dos Deputados. Tempos depois, em novo julgamento, foi absolvido. Antes disso, ainda preso, foi condecorado pelo filho do presidente com a Medalha Tiradentes.

O MP do Rio de Janeiro atribui a Adriano da Nóbrega contas bancárias usadas para abastecer Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa. Amigo do presidente, Queiroz é tido como o operador do esquema que cobrava parte do salário de assessores.


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