Legislativo

Mesa diretora da Câmara em votação na semana que vem

Acordo firmado no início da legislatura deve se confirmar e Marcola será o presidente do legislativo pelotense em 2022

26 de Novembro de 2021 - 20h12 Corrigir A + A -
Marcola é o atual líder do governo na Casa (Foto: Divulgação - DP)

Marcola é o atual líder do governo na Casa (Foto: Divulgação - DP)

A Câmara de Vereadores de Pelotas deve votar a formação da nova Mesa Diretora na próxima quinta-feira em sessão extraordinária convocada para as 11h. Por acordo firmado no início da legislatura, o vereador Marcos Ferreira (PTB), atual líder do governo, deve ser o novo presidente da Casa, ainda com indefinições quanto aos cargos de vice-presidência e de secretariado.

A tendência é de que a Mesa seja composta por César Brisolara, o Cesinha (PSB), como primeiro vice-presidente, Michel Promove (PP) como segundo vice-presidente, Paulo Coitinho (Cidadania) como primeiro secretário e Márcio Santos (PSDB) como segundo secretário.

Os vereadores, no entanto, evitam falar na composição geral da direção do Legislativo. O que está praticamente confirmado é o nome de Marcola como presidente. Outro tema cuja menção provoca esquivas entre os parlamentares é quanto a eventuais chances de quebra do acordo firmado entre as bancadas que estabeleceria as presidências de Carlos Júnior (PSD) em 2023 e Coitinho em 2024.

Nem mesmo os partidos de oposição na Casa apresentaram até o momento possíveis candidaturas. Fernanda Miranda (PSOL), que concorreu à presidência no início deste ano contra Cristiano Silva (PSDB) como forma de marcar posição contrária à formação que se desenhava, disse que desta vez ainda não há definição partidária sobre o tema.

Outro nome especulado nos bastidores como um possível concorrente à composição da Mesa, José Sizenando (DEM) afirma que não faz parte das negociações para a formação da nova direção da Câmara e salientou que não disputará a presidência.

Michel Promove diz não haver conversas especificamente sobre assumir o cargo de vice-presidência. Contudo, salienta que o Progressistas, por não ter previsto em acordo assumir a presidência da Casa, não abriria mão de contar um representante na nova Mesa Diretora. Já Paulo Coitinho, atual vice-presidente e cotado para continuar compondo a Mesa como primeiro secretário, indica que as movimentações na Câmara indicam o cumprimento do acordo estabelecido neste ano, mas desconversa sobre a composição da Mesa.

Transição

A expectativa do ainda presidente da Câmara, Cristiano Silva, é de entregar o cargo entre o fim de dezembro e começo de janeiro. Com intenção de disputar a eleição de 2022 para deputado estadual, o tucano diz ter optado por não integrar a nova composição para os cargos de direção do Legislativo. "Quero ter o direito de ser vereador também", disse, lembrando que o presidente da Casa não vota nos temas, exceto em caso de empate.

Antes de deixar a presidência, Silva prevê a devolução de R$ 3 milhões da verba da Câmara para 2021, além de deixar R$ 1,2 milhão em caixa para o começo da obra do novo prédio, o que considera seu principal legado. "Pegamos o ano inteiro de pandemia. Não tive o plenário aberto, ao contrário do que queria. Fizemos economias e solucionamos um fato histórico, do prédio da Câmara, e fizemos melhorias estruturais dos equipamentos, como painel eletrônico de votação", ressalta.

Indicações

Além da tarefa de dirigir as sessões e estabelecer a pauta de votações, um dos aspectos que também influencia no interesse dos parlamentares pela Mesa Diretora é a possibilidade que o grupo tem de nomear até 26 servidores em cargos de confiança, entre postos na assessoria jurídica, equipe de comunicação, chefia de gabinete, ouvidoria e comissões. De modo geral, as indicações são feitas em composição entre os integrantes da Mesa, mas também costumam envolver vereadores aliados. Os cargos de chefe de gabinete, chefia da assessoria jurídica e de direção-geral, habitualmente, são indicações diretas do presidente.


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