Repercussão política

Joaquim Lewy pede demissão do BNDES

Presidente comunica que deixará o cargo, um dia depois das declarações de Bolsonaro

16 de Junho de 2019 - 10h49 Corrigir A + A -

Agência Brasil

Lewy anunciou a decisão em carta ao ministro Paulo Guedes

(Foto: Antônio Cruz - Agência Brasil)

Lewy anunciou a decisão em carta ao ministro Paulo Guedes (Foto: Antônio Cruz - Agência Brasil)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Lewy, pediu neste domingo (16) demissão do cargo. Em mensagem enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, Lewy solicitou desligamento da presidência do banco e disse esperar que o ministro aceite.

"Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Agradeço o convite para servir ao país e desejo sucesso nas reformas". Levy agradeceu ainda os funcionários do BNDES, "que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade".

No sábado (15), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que Levy estava "com a cabeça a prêmio há algum tempo. Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada, pouco antes de embarcar para um evento no Rio Grande do Sul.

O motivo do descontentamento, afirmou Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES, responsável pelos investimentos do BNDESPar, braço de participações acionárias do banco de fomento, que administra carteira superior a R$ 100 bilhões.

O presidente pediu que Levy demitisse o diretor. Para Bolsonaro, o nome não era de confiança, e “gente suspeita” não poderia ocupar cargo em seu governo. Ainda na noite de sábado, Barbosa Pinto entregou sua carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


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