Asfalto

Governo acena com retomada do acesso a Cerrito

Em reunião com a Azonasul, Leite e secretários indicam continuidade da pavimentação da ERS-706, mas não dão perspectivas a Pedras Altas

14 de Agosto de 2019 - 20h16 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Eduardo Leite Azonasul 140819 - Gustavo Mansur Palacio Piratini

Governador recebeu pauta de reivindicações da comitiva de prefeitos da Zona Sul (Foto: Gustavo Mansur - Palácio Piratini)

O Estado irá cobrar da empresa responsável pela pavimentação do acesso a Cerrito que acelere a obra. A afirmação foi feita nesta quarta (14) pelo governador Eduardo Leite (PSDB) e pelo secretário dos Transportes, Juvir Costella, em reunião com representantes da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul).

Com 16 quilômetros de extensão, o acesso a Cerrito pela ERS-706 não tem avanço nas obras desde o 2014, quando foram asfaltados cinco quilômetros durante o governo Tarso Genro (PT). Antes disso, sob a gestão de Yeda Crusius (2007-2011), foram pavimentados oito quilômetros. “São praticamente seis anos esperando a conclusão, faltando apenas um pedaço de três quilômetros. Isso prejudica o trânsito de carros e também a atividade econômica, já que temos trânsito de caminhões que escoam areia e madeira”, aponta o prefeito Douglas Silveira (PP).

Conforme o governo do Estado, há R$ 800 mil empenhados para que a empresa contratada pela obra inicie o asfaltamento do trecho. A ideia é notificar a empresa e, caso a intervenção não ocorra até a próxima semana, a Secretaria dos Transportes abra processo de rescisão do contrato e lance nova licitação. Para finalizar os três quilômetros inacabados da rodovia são necessários outros R$ 2,4 milhões.

Pedras Altas terá que esperar

Apesar da cobrança da Azonasul por mais recursos para a infraestrutura da região, a principal demanda por asfalto ainda não tem previsão de atendimento. Ligação entre Pedras Altas e Pinheiro Machado e à espera de obras há 23 anos, a ERS-608 não foi contemplada no pacote de R$ 301,4 milhões para rodovias anunciado por Leite em junho. Apesar da reclamação do presidente da Azonasul e prefeito do Capão do Leão, Mauro Nolasco (PT), de que a região recebeu menos de 1% do valor, o governador justificou que grande parte do pacote tinha recursos de financiamentos para os projetos contemplados. “Não há o que possa ser feito para incrementar. O Estado está sem dinheiro e estamos buscando a recuperação. Tenham a certeza de que não nos falta vontade”, disse Leite.

Outras demandas

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), pediu apoio do Estado em busca de solução para a crise financeira da Santa Casa de Misericórdia. A instituição busca empréstimo do Banrisul para aliviar o caixa e permitir o pagamento em dia de funcionários e fornecedores. Leite se comprometeu a solicitar à Secretaria de Saúde análise da situação para a busca de alternativas.

O governador também reafirmou à comitiva a intenção de não revogar a legislação pesqueira aprovada em 2018, apesar da pressão de Santa Catarina contra as normas que impedem a pesca de arrasto próximo da costa gaúcha. Nesta quarta o senador catarinense Jorginho Mello (PL) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei do RS.

Sobre a renovação do licenciamento do Estaleiro EBR, em São José do Norte, a intenção é concluir o processo em breve. Segundo o deputado estadual Luiz Henrique Viana (PSDB), a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura pretende finalizar o trâmite antes do final do ano.

 


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