Eleições 2022

Gabriel Souza cumpre agenda na Zona Sul

Pré-candidato ao Piratini pelo MDB esteve em Pelotas após visitas a Santa Vitória e Chuí

05 de Maio de 2022 - 20h14 Corrigir A + A -
Emedebista se reuniu com aliados e futuros postulantes a vagas
na Assembleia e no Congresso (Foto: Joel Vargas - Divulgação)

Emedebista se reuniu com aliados e futuros postulantes a vagas na Assembleia e no Congresso (Foto: Joel Vargas - Divulgação)

O pré-candidato ao governo do estado do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), marcou presença na Zona Sul nos últimos dias, passando por Santa Vitória do Palmar e Chuí. Já nesta quinta-feira (5), esteve em Pelotas para encontrar aliados e pré-candidatos da região à Assembleia Legislativa e ao Congresso Nacional. Em conversa exclusiva com o Diário Popular, o emedebista falou sobre a viabilidade de sua candidatura, expectativas e postura do partido no cenário nacional.

Diário Popular: Quais as expectativas para esse ano eleitoral?
Gabriel Souza: Desde que fui indicado como pré-candidato a governador pelo MDB tenho andado pelo Estado. Já são quase 50 municípios em 15 regiões diferentes, em mais ou menos cinco semanas. Primeiramente tenho visitado o meu partido, o MDB, para fazer as coligações internas, já que somos tão grandes e temos 135 prefeitos, 124 vice-prefeitos e mais de 1.100 vereadores. É um partido que tem que ter um incentivo à mobilização para que a gente possa, já com o próprio MDB, sair muito bem para campanha. Então, tenho feito essa tarefa, tenho conversado com a imprensa sempre que vou ao interior e também com os setores econômicos, produtivos e sociais do Rio Grande do Sul. A ideia é apresentar a nossa pré-candidatura, que é recente, e também ouvir as angústias e demandas da população e mostrar as ideias que temos para resolver os problemas apresentados.

DP: Como e qual foi o roteiro na Zona Sul?
GS: Aqui na Zona Sul tivemos um imprevisto, pois meu roteiro era maior, mas a Simone Tebet (MDB) vai a Porto Alegre hoje [ontem], então estou voltando às pressas para a capital porque iremos recebê-la no aeroporto. Em virtude disso não tenho um roteiro maior aqui na Zona Sul. Eu iria fazer um caminho em direção a Bagé para terminar na sexta. Mas fui a Santa Vitória do Palmar, fui visitar o ponto mais meridional do Brasil, que é o Arroio Chuí, e depois tivemos uma atividade com o prefeito vitoriense Wellington Bacelo (MDB). Estou acompanhado do pré-candidato a deputado estadual, Miguel Medina, que é aqui de Pelotas, nosso pré-candidato Janir Branco, de Rio Grande, e os federais Boka e Fávio Telis. E agora tomei café da manhã com o partido aqui em Pelotas e já retorno.

DP: Mais um ano, inicialmente, o MDB não optou pela coligação na candidatura estadual. Qual a importância dessa postura para o partido? Irá se manter?
GS: O MDB, nos últimos dez governos, esteve em quatro: Simon, Britto, Rigoto e Sartori. Queremos ter o quinto agora comigo. O MDB é um partido que já contribuiu muito com o Estado, mesmo quando não está no governo. Exemplo foi no governo Eduardo Leite (PSDB), que se não fosse o MDB a ajudar a aprovar as reformas na Assembleia, provavelmente nós não teríamos sucesso. Fizemos isso com muita convicção e agora estamos prontos para mais uma campanha para eventualmente ter um governo a partir do ano que vem.

DP: Simone Tebet é o nome do partido à Presidência da República. Pode-se dizer que o MDB quer protagonizar a terceira via?
GS: A minha pré-candidata é a Simone Tebet e tem meu total apoio. Ela é uma mulher preparada, aliás, provavelmente a única mulher na eleição. Foi vice-governadora, prefeita, senadora da República e, talvez por ser mulher, tenha uma sensibilidade maior em algumas áreas mais sociais que eventualmente os candidatos homens não têm. Então eu vejo nela um potencial gigantesco de conseguir viabilizar uma terceira via. A gente sabe que tem dois líderes de massa disputando a eleição nacional, o país está dividido, mas ao mesmo tempo o eleitor não está ainda enxergando as outras opções. Então, a gente acha importante no primeiro turno ter as outras opções para o eleitor poder escolher sua opção, que no caso da Simone é uma opção mais moderada, mas muito firme nos seus propósitos, com um programa de governo com responsabilidade fiscal e um olhar sensível à área social. Ela me representa e acho que ela pode, sim, se viabilizar. Para isso, é importante construir uma coligação do chamado centro democrático, onde o PSDB, o Cidadania, são partidos importantes. Nessa vinda dela vamos visitar o governador Ranolfo Vieira Jr. (PSDB) e o ex-governador Eduardo Leite (PSDB), já que temos uma relação próxima aqui no Estado e, se tivermos essa aproximação a nível nacional, poderemos caminhar juntos nesse sentido.


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