Ensino

Estado fará consulta pública sobre a volta às aulas

É cada vez maior a chance de as atividades presenciais nas escolas serem retomadas apenas em agosto devido ao avanço da curva de contágio da Covid-19

26 de Junho de 2020 - 08h39 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Consulta pública deve ser lançada na próxima semana, disse o governador (Foto: Felipe Dalla Valle - Palacio Piratini)

Consulta pública deve ser lançada na próxima semana, disse o governador (Foto: Felipe Dalla Valle - Palacio Piratini)

Após chegar à marca de 500 mortes por Covid-19 no Estado com a curva de contágio ainda em crescimento, Eduardo Leite (PSDB) decidiu rever a intenção de retomar aulas presenciais a partir de julho. Em transmissão pelas redes sociais nesta quinta-feira (25), o governador admitiu que dificilmente haverá condições de seguir o plano inicial e que a tendência é que atividades em salas de aula devem ficar para agosto.

Questionado sobre o quadro de disseminação do novo coronavírus no Estado, com algumas regiões retomando medidas mais restritivas diante do avanço da doença, Leite disse que na próxima segunda-feira pretende lançar uma consulta pública sobre o reinício na área da educação. Segundo ele, como julho é um mês onde tradicionalmente há um aumento no número de casos de problemas respiratórios, o mês deve ser usado para ouvir a comunidade sobre como deve ser feita a retomada do ensino.

“Estamos ainda analisando os protocolos e vamos lançar, provavelmente na próxima segunda, uma consulta pública a entidades e instituições da assistência social. Vamos consultar cerca de três mil entidades sobre como deve ser feito o retorno”, afirmou. O governador mantém a ideia de avançar com a educação em etapas. No planejamento inicial, anunciado no final de maio, estavam previstos cinco estágios de retomada. A ideia era que já em 1º de julho as escolas de Educação Infantil, primeiros anos do Fundamental e terceiro ano do Ensino Médio voltassem a receber alunos, o que não se confirmou.

Ensino presencial restrito

Até o momento, aulas presenciais estão autorizadas apenas em cursos livres, como ensino profissionalizantes, de idiomas, de artes e outros com turmas reduzidas e que exijam aprendizado prático. Também estão liberadas atividades presenciais que sejam pré-requisitos para a conclusão de cursos superiores, de pós-graduação e técnicos subsequentes, como estágios, pesquisas e atividades em laboratórios.

No restante da rede o ensino está sendo mantido através de plataforma digital. O governador reconhece que parte dos alunos ainda encontra dificuldades. Contudo, assegura que a Secretaria Estadual da Educação está monitorando a situação e fazendo a busca ativa por alunos que ainda não acessaram o sistema com o objetivo de entregar os conteúdos de maneira alternativa.

Aulas seguem suspensas em Pelotas e Rio Grande

Em Pelotas, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) tem mantido posição cautelosa quanto a definir uma data para reinício das aulas. Segundo ela, dificilmente haverá condições que permitam ao município promover atividades presenciais com segurança a alunos, pais e profissionais da Educação antes de agosto.

O prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer (PT), vai no mesmo sentido. Na noite de quarta-feira informou que não autorizará o recomeço das aulas até o final de julho. Segundo ele, ainda são necessários cuidados elevados com a Covid-19 e adoção de medidas de segurança sanitária. “Não é o momento, tanto pela nossa entrada também no período de inverno, quanto pela entrada do país na 27ª semana epidemiológica, onde segundo os epidemiologistas são as piores.”


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