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Deputado diz que reajuste a funcionalismo seria “imprudência”

Em agenda em Pelotas, Giuseppe Riesgo conheceu fundo patrimonial da UFPel e comentou situação fiscal do Estado

29 de Dezembro de 2021 - 11h29 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Fundo. Parlamentar defende modelo de doações privadas a universidades. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Fundo. Parlamentar defende modelo de doações privadas a universidades. (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Aos 26 anos e prestes a completar o primeiro mandato como deputado estadual pelo partido Novo, o advogado Giuseppe Riesgo é um defensor convicto de medidas de austeridade por parte do Poder Público. Por conta disso, ele e o colega de bancada na Assembleia Legislativa, Fabio Ostermann, votaram contra o recente reajuste proposto pelo governo Eduardo Leite (PSDB) a servidores do magistério. No entanto, alinham-se ao Executivo quanto à necessidade de adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, mesmo que isso signifique uma série de restrições em contratações e aumentos ao funcionalismo. Em passagem por Pelotas na terça-feira (28), o parlamentar natural de Santa Maria esteve no Diário Popular e comentou sobre a intenção do Palácio Piratini de obter acordo com o Tesouro Nacional.

“Estamos no cheque especial e o banco está nos dando uma chance de pagar a dívida. Temos que agarrar essa oportunidade e daqui a alguns anos termos recursos para os investimentos necessários”, argumenta. Segundo Riesgo, pensar em aumentos salariais diante do cenário econômico seria inadequado. “Não considero prudente, nem adequado, nem justificável. No setor privado tem gente sem aumento. Não acho adequado o setor público, sustentado pelo privado, dar aumentos.”

Antes de conversar com o Diário Popular, Riesgo reuniu-se com a reitora da UFPel, Isabela Andrade, e o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Paulo Roberto Ferreira Junior. O objetivo foi conhecer a iniciativa que estabeleceu um fundo patrimonial para o Centro de Engenharias (CEng) capaz de receber recursos privados para serem investidos na estrutura de ensino. “Sou um entusiasta da pauta e fiz questão de conhecer a ideia. Queremos abrir duas frentes: uma que garanta incentivo fiscal a quem destinar a estes fundos e outra que estimule o desenvolvimento dessa cultura de doação.”

Eleições de 2022

Com filosofia de não formar alianças eleitorais, o Novo ainda avalia o lançamento de candidatura própria ao governo do Estado no ano que vem, afirma Riesgo. Para isso, o partido está conduzindo um “processo seletivo” voltado à escolha dos nomes que disputarão o Palácio Piratini e os cargos na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado.

“Durante o governo Eduardo concordamos com propostas estruturais, privatizações. Mas outros pontos discordamos, como aumentos de impostos, a tentativa de venda fracionada de ações do Banrisul sem a venda completa do banco. Então, se elogiamos algumas coisas e criticamos outras, temos que apresentar o que faríamos”, explica o parlamentar.

Bebidas nos estádios

Autor de um projeto de lei que pretende retomar a autorização para venda e consumo de bebidas alcoólicas dentro de estádios no Estado, Riesgo diz que espera ver o tema discutido no começo do ano que vem.
“Não teremos tempo de levá-lo a plenário a tempo de, se aprovado, ter efeito no Gauchão. Mas não há pressa sobre isso. Se for o caso de existir entendimento para que valha em 2023, não há problema. O que precisamos é encerrar essa hipocrisia, já que as pessoas bebem na porta até a hora do jogo começar”, avalia.


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