Saúde

Definidos os integrantes da CPI dos Exames Pré-Câncer

Após três semanas de indefinição, partidos apresentaram os indicados para iniciar a investigação

08 de Agosto de 2018 - 11h07 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Exames realizados na rede pública continuam recolhidos e Porto Alegre à espera de reanálise (Foto: Gabriel Huth - DP)

Exames realizados na rede pública continuam recolhidos e Porto Alegre à espera de reanálise (Foto: Gabriel Huth - DP)

Passadas três semanas da entrega do requerimento pedindo a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as supostas irregularidades nos exames pré-câncer, os partidos entregaram na manhã desta quarta (8) a lista com os indicados. Onze vereadores farão parte do colegiado que irá investigar as denúncias apresentadas. Eles têm até 180 dias para concluir o processo.

Além do autor do pedido e presidente da CPI, vereador Marcos Ferreira, o Marcola (PT), farão parte um representantes de cada partido: Fabricio Tavares (PSD), Roger Ney (PP), Salvador Ribeiro (MDB), Cristina Oliveira (PDT), Waldomiro Lima (PRB), Fernanda Miranda (PSOL), Antonio Peres (PSB), Reinaldo Elias (PTB), Enéias Clarindo (PSDB) e Ademar Ornel (DEM).

A primeira reunião da comissão está marcada para o final da manhã de quinta (9), logo após a sessão da Câmara. A abertura dos trabalhos será com a escolha do relator do caso. De acordo com Marcola, o objetivo é estabelecer um acordo para que o escolhido seja algum parlamentar que não esteja envolvido diretamente com o processo eleitoral deste ano.

Relembre
O pedido de CPI foi assinado por todos os vereadores no dia 17 de julho, logo denúncia de que exames papanicolau realizados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) estariam indicando resultados incomuns. Segundo memorando enviado à Secretaria Municipal da Saude (SMS) por funcionários do posto de saúde Bom Jesus, nos últimos dois anos nenhuma mulher que realizou coleta no local teve indicação de possível câncer, contrastando com relatórios de anos anteriores em que sempre houve casos diagnosticados.

Diante da denúncia, a prefeitura rompeu o contrato com o laboratório que realizava as análises citopatológicas e contratou emergencialmente o Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição, de Piratini. Uma amostra com cerca de 2,1 mil exames que já haviam sido feitos - de um total de 17 mil - serão revistos por um laboratório de Porto Alegre para definir se houve ou não erro nas análises em Pelotas.

Além da CPI na Câmara, a prefeitura estabeleceu sindicância interna para apurar a responsabilidade pelo caso. Ministério Público e Polícia Civil também investigam.


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