Saída

Decotelli deixa MEC antes mesmo da posse

Anunciado como substituto de Weintraub na semana passada, ministro não resistiu à sequência de revelações sobre seu currículo

30 de Junho de 2020 - 17h00 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Decotelli mal chegou e já foi embora (Foto: Reprodução)

Decotelli mal chegou e já foi embora (Foto: Reprodução)

Bastaram cinco dias do anúncio como novo ministro da Educação para que Carlos Alberto Decotelli entregasse sua carta de demissão. Nesta terça-feira (30), o ministro que já havia tido seu nome publicado no Diário Oficial apresentou a Jair Bolsonaro o pedido para deixar o cargo antes mesmo de tomar posse. O motivo da saída foi a sequência de revelações de inconsistências em seu currículo.

Desde que foi confirmado pelo presidente como substituto de Abraham Weintraub, na quinta-feira passada, o economista passou a ter suas informações acadêmicas contestadas por instituições citadas no currículo Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Decotelli dizia ter doutorado pela Universidade Nacional de Rosario, na Argentina. Contudo, foi desmentido pelo reitor, que informou a reprovação da tese do ex-aluno. Em seguida, durante o final de semana, a Universidade de Wupertal, na Alemanha, também desmentiu que Decotelli tivesse obtido pós-doutorado, como afirmava.

Não bastasse isso, pesquisadores que analisaram a o trabalho de mestrado apresentado por Decotelli à Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmaram ter identificado trechos plagiados de outras dissertações e textos. Por fim, na noite de segunda, a FGV emitiu nota negando que o ex-ministro tenha sido professor ou pesquisador na fundação, o que também constava em seu currículo.

Nesta terça, após formalizar sua demissão, Decotelli disse que a FGV "destruiu" sua reputação, inviabilizando a permanência no ministério.


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