Silêncio

Convivência em debate na Câmara de Vereadores

Grupo de moradores de um prédio na rua Tiradentes, entre Gonçalves Chaves e Santa Cruz reclama da barulheira à noite

08 de Novembro de 2018 - 20h00 Corrigir A + A -
Moradores relataram não conseguirem sair de casa à noite. (Foto: Lenise Slawski)

Moradores relataram não conseguirem sair de casa à noite. (Foto: Lenise Slawski)

Na tribuna da Câmara de Vereadores de Pelotas, na manhã desta quinta-feira (8), o assunto que tomou conta dos discursos foi a volta da tramitação do Código de Convivência e a perturbação de sossego. Fabrício Tavares (PSD), líder do governo, foi quem começou o debate. Na plateia, um grupo de moradores de um prédio na rua Tiradentes, entre Gonçalves Chaves e Santa Cruz. Se antes o problema gerado pela concentração de pessoas, bebidas alcoólicas e carros de som estava em frente à UCPel, agora transferiu-se para a Tiradentes. Segundo moradores, não há ações da Guarda Municipal, Agentes de Trânsito e Brigada Militar.

Moradores relataram não conseguirem sair de casa à noite. Também fica impossível chegar de carro e entrar no condomínio. Muitos acabam estacionando quadras distantes e conseguem acessar sua garagem só durante a madrugada, após o fechamento de um bar que funciona na quadra. A situação foi aproveitada para justificar a aprovação do Código, que prevê multa de R$ 558,00 para algazarra e R$ 1,1 mil para automóveis com som elevado.

Se de um lado Fabrício Tavares e Luiz Henrique Viana (PSDB) defenderam o Código como instrumento capaz de solucionar o problema. "A maior intenção (do Código) é combater a perturbação do sossego", argumentou Tavares. A oposição, principalmente Fernanda Miranda (PSOL) e Ivan Duarte (PT), defenderam que já existem legislações para coibir o barulho de veículos e outros problema relatados por moradores. "Se a prefeitura não agiu, não é por falta de lei", manifestou Ivan.

 


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