Educação

Consulta pública não define volta às aulas

Governador diz que antes de definir calendário pretende avaliar cenários com equipe técnica

30 de Julho de 2020 - 20h46 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Leite apresentou resultados da consulta pública feita a entidades (Foto: Reprodução)

Leite apresentou resultados da consulta pública feita a entidades (Foto: Reprodução)

O governador Eduardo Leite (PSDB) disse que, apesar da consulta feita a mais de mil entidades ligadas à educação, os resultados recebidos não serão definitivos quanto à forma de retorno das aulas. Em entrevista coletiva nesta quinta (30), o chefe do Executivo estadual apresentou resultados do levantamento encaminhado a 1.520 associações, sindicatos e órgãos públicos de todo o Estado.

Das 759 respostas recebidas pelo governo de 441 municípios, as cidades com maior número de participações foram Porto Alegre (46) e Pelotas (11). No geral, as entidades ouvidas pelo governo indicaram preferência por um modelo que o retorno de atividades presenciais seria escalonado e seguiria a seguinte ordem: ensino médio e técnico, ensino fundamental (anos finais), ensino fundamental (anos iniciais), ensino superior e, por último, educação infantil. O formato foi indicado como ideal em 89,5% dos formulários.

Contudo, de acordo com Daiane Menezes, do Departamento de Economia e Estatística do Estado, que coordenou o levantamento, foram registradas muitas manifestações de preocupação com protocolos para o retorno, como necessidade de distanciamento e cuidado redobrado com higienização de ambientes. A técnica ponderou que, no caso das entidades assistenciais e da sociedade civil, houve grande demanda pelo retorno retorno da educação infantil. Segundo ela, a rede é responsável pelo atendimento a populações mais vulneráveis e há preocupação com as condições destas famílias durante a pandemia.

“São informações muito relevantes, mas não são as definições que vamos tomar sobre o tema. Elas nos ajudam, mas nossa decisão vai passar por debates internos com nossas equipes, municípios, entidades maiores que representam a educação, pois envolve também compra de equipamentos e outros protocolos”, ponderou Leite. Não há previsão para um calendário de retorno das aulas.


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