Articulação

Com PPPs na pauta, governo mantém cautela

Enquanto prefeitura avalia estratégia para votação do projeto, municipários prometem mobilização na Câmara contra o texto

11 de Setembro de 2019 - 20h21 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Líder do governo, Enéias Clarindo fez nesta quarta última reunião com a prefeita antes do fim do prazo de tramitação do Proppel (Foto: Volmer Perez - Câmara de Vereadores)

Líder do governo, Enéias Clarindo fez nesta quarta última reunião com a prefeita antes do fim do prazo de tramitação do Proppel (Foto: Volmer Perez - Câmara de Vereadores)

Se fosse nesta quarta (11) à tarde, o governo pediria a votação no plenário da Câmara de Vereadores do Programa de Parcerias de Pelotas (Proppel). Acreditava ter o mínimo de 11 votos necessários para a aprovação. No entanto, diante da polêmica do tema e escaldado com o ocorrido no ano passado, quando o projeto não avançou diante da retração da base, desta vez a prefeitura optou pela cautela. E uma dose maior de articulação.

Com o prazo de tramitação em regime de urgência se esgotando nesta quinta (12), Paula Mascarenhas (PSDB) e seu núcleo político intensificaram as reuniões. Desde a semana passada, quando recebeu líderes dos partidos aliados, a prefeita tem cobrado apoio da base no Legislativo. A mobilização continuou na tarde de quarta. Durante mais de duas horas, avaliou o cenário com o secretário de Governo, Abel Dourado (PP), e o líder do governo na Câmara, Enéias Clarindo (PSDB). Ouviu que, salvo alguma defecção de última hora, teria os votos para aprovar o regramento das parcerias público-privadas (PPPs).

"A gente percebe que o cenário é positivo. Mas aprendemos que em política tudo muda conforme o tempo. Hoje (quarta), às 17h30min, teríamos os votos", resumiu Clarindo, minutos após deixar o gabinete da prefeita.

Pressão do sindicato

Responsável por grande parte dos protestos que resultaram no recuo de alguns governistas sobre as PPPs em 2018, o Sindicato dos Municipários (Simp) fará nova investida. Nesta quarta a presidente Tatiane Rodrigues confirmou a mobilização da categoria. Via redes sociais, o sindicato fez convocação aos servidores para acompanhar os debates.

Com sessão marcada para as 8h30min de quinta, os vereadores devem analisar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) sugestões de emendas ao texto do Executivo. Como o período de tramitação em urgência está esgotado, mesmo que os pareceres não sejam apreciados, o líder do governo pode pedir a votação imediata do projeto pelo plenário.


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