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Cenário praticamente definido pela disputa ao Piratini

Quatro partidos confirmam suas indicações na corrida ao governo do Rio Grande do Sul neste final de semana

31 de Julho de 2022 - 18h11 Corrigir A + A -
Vieira da Cunha, Heinze, Pretto e Leite serão candidatos. (Foto: Divulgação - DP)

Vieira da Cunha, Heinze, Pretto e Leite serão candidatos. (Foto: Divulgação - DP)

Boa parte do cenário para a disputa ao Palácio Piratini foi definido neste final de semana, com quatro partidos confirmando seus candidatos. Com as convenções permitidas até esta sexta-feira (5), o tabuleiro está praticamente posto no Rio Grande do Sul, com o PDT lançando Vieira da Cunha e o PP indicando Luis Carlos Heinze no sábado, enquanto o PSDB confirmou oficialmente Eduardo Leite e o PT garantiu o nome de Edegar Pretto neste domingo. Já o MDB decidiu pela não homologação da candidatura de Gabriel Souza para apoiar o candidato tucano.

Estes nomes se unem aos já garantidos Beto Albuquerque (PSB), Ricardo Jobim (Novo), Roberto Argenta (PSC) e Onyx Lorenzoni (PL) na disputa. O prazo final para a homologação das candidaturas é o próximo dia 15 e, a não ser que haja alguma novidade de última hora, os oito serão as opções para os gaúchos escolherem o chefe do Executivo nos próximos quatro anos.

Souza sai da disputa e será vice de Leite
Um MDB dividido fez sua convenção na tarde de domingo. Com 239 votos a favor da coligação com o PSDB e 212 pela candidatura própria, com o deputado estadual Gabriel Souza candidato, o partido confirmou no início da tarde sua posição. Pouco antes, pela manhã, o próprio PSDB havia confirmado Eduardo Leite na disputa. O ex-governador, natural de Pelotas, discursou à militância na companhia do atual chefe do Executivo, Ranolfo Vieira Jr. (PSDB). Eles lembraram as principais realizações de seu governo e projetaram um novo ciclo.

A definição pelo vice, no entanto, não foi fácil. A convenção do MDB chegou a ter recontagem de votos e um partido bastante dividido decidiu pela retirada da pré-candidatura de Souza e coligação com PSDB, PSD, Cidadania, União Brasil e Podemos. Descontentes, diversos emedebistas deixaram o local antes da chegada de Leite para selar o acordo. Já no local, o tucano discursou ressaltando as parcerias entre os dois partidos nas últimas gestões do Estado. "Ter o MDB ao nosso lado nessa caminhada me dá a segurança de que teremos a evolução da evolução."

Nesta segunda a chapa deverá confirmar a ex-senadora Ana Amélia Lemos (PSD) na disputa ao Senado.

PT oficializa chapa Pretto e Ruas
Com menos mistério, após anunciarem acordo na sexta-feira, o domingo também foi de oficialização na esquerda gaúcha. Com discurso de união, Edegar Pretto (PT) foi confirmado na cabeça de chapa, com Pedro Ruas (PSOL) de vice. "Nós assumimos compromisso com a educação, saúde, com a comida na mesa das famílias, com a merenda escolar. Nós assumimos o compromisso com a participação popular e a democracia", declarou o petista.

Para o Senado, a chapa terá o ex-governador Olívio Dutra (PT) como candidato.

Na direita, Heinze e Tanise Sabino são confirmados
No campo da direita, a definição ocorreu no sábado, quando o PP lançou o Senador Luis Carlos Heinze como seu nome para a disputa. Sua vice será a vereadora de Porto Alegre Tanise Sabino (PTB). Emocionado, ele ressaltou sua trajetória e traçou planos para caso seja eleito, mencionando a educação como ponto inicial para o trabalho. Ruralista, reforçou que a agricultura será o carro chefe da economia em seu eventual governo. "Terei muita honra se tiver condições de ser um governador melhor que Jair Soares, o último governador progressista que tivemos no Estado", disse.

A chapa terá a vereadora de Porto Alegre Comandante Nádia (PP) como candidata ao Senado.

No PDT, poucas definições além da candidatura de Vieira da Cunha
Também no sábado, a convenção do PDT garantiu o nome de Vieira da Cunha, de 62 anos, à disputa. Ex-deputado federal e estadual, foi escolhido por aclamação dentro do partido. No entanto, a chapa não confirmou qualquer coligação ou indicação de vice e candidato ao Senado Federal. Ainda há negociação com o PSB para um potencial acordo, caso ocorra a retirada da candidatura de Beto Albuquerque, além de diálogo com outros partidos.

 


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