Democracia

Bolsonaro volta a atacar imprensa e manda “banana” a repórteres

Presidente reclamou da repercussão dada pelos jornais à sua declaração sobre custos do tratamento a pessoas portadoras de HIV

09 de Fevereiro de 2020 - 10h36 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Relação do presidente com a imprensa tem sido conturbada desde o começo do governo (Foto: Alan Santos - PR)

Relação do presidente com a imprensa tem sido conturbada desde o começo do governo (Foto: Alan Santos - PR)

O presidente da República voltou a atacar a imprensa neste sábado (8), em Brasília. Ao sair do Palácio da Alvorada e fazer a tradicional parada próximo ao portão para cumprimentar apoiadores e conversar com repórteres, Jair Bolsonaro fez críticas aos veículos que noticiaram suas declarações sobre pessoas com HIV.

Ele atribuiu a repercussão negativa de sua fala avaliando que “pessoa com HIV é despesa para todo o Brasil” à abordagem dada pelos jornais. Bolsonaro disse que, graças ao que considerou deturpação das declarações, tem sido bastante cobrado por grupos de pacientes soropositivos.

"Na semana passada, falei de uma menina que deu à luz pela terceira vez aos 16 anos de idade sendo aidética. Isso que eu falei. O que faltou? Faltou uma mãe, uma avó, pra não começar a fazer sexo tão cedo. Qualquer pessoa com HIV, além do problema de saúde dela gravíssimo, que nós temos pena, é custoso para todo mundo. Vocês focaram no que o aidético é oneroso no Brasil. Tô levando porrada de tudo quando é grupo de pessoas que tem esse problema lamentavelmente", disse o presidente.

Bolsonaro também citou outros episódios em se disse vítima das “fofocas” da imprensa. "Não vi de vocês uma matéria decente sobre ICMS do combustível. Levaram apenas pra um lado, desafiou os governadores. É só fofoca, só intriga, fica ruim conversar com vocês. Sei que muitos de vocês não têm culpa, que passa pela mão do editor que está rindo", criticou.

Ao deixar o local para se dirigir a um evento evangélico no Estádio Mané Garrincha, o presidente disse que tenta ser amigo dos repórteres. No entanto, antes de entrar no carro fez com os braços gesto mandando “uma banana” aos jornalistas.


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