Pandemia

Bolsonaro é denunciado em Haia por genocídio

Entidades sindicais acusam presidente brasileiro de colocar população em risco ao causar aglomerações, não usar máscara e indicar hidroxicloroquina

26 de Julho de 2020 - 19h52 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Presidente é acusado por sindicatos de agir com negligência durante a pandemia (Foto: Isac Nóbrega - PR)

Jair Bolsonaro foi denunciado neste domingo (26) ao ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, por crime contra a humanidade. O presidente brasileiro é acusado por entidades sindicais de "falhas graves e mortais" no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Representante de mais de um milhão de trabalhadores do setor de saúde no país, a Rede Sindical Brasileira Unisaúde sustenta que desde o começo da crise provocada pela Covid-19 o governo brasileiro tem agido com irresponsabilidade e negligência. A entidade diz que as atitudes do presidente contribuem para que o Brasil ultrapasse a marca de 80 mil mortes pela doença.

Entre es exemplos de irresponsabilidade de Bolsonaro citados pela rede estão a participação do presidente em aglomerações, declarações de incentivo à hidroxicloroquina e dispensa do uso da máscara. "O governo federal deveria ser considerado culpado por sua insensível atuação frente à pandemia e por se recusar a proteger os trabalhadores da saúde", diz Marcio Monzane, secretário regional da UNI Americas, braço regional da UNI Global Union e que coordena a Rede Unisaúde.

Outros sindicatos também assinam a denúncia: União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Nova Central Sindical. Movimentos sociais como o MST também integram o documento.


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