Audiência

Agressão a médica motiva debate na AL

Caso que aconteceu em junho no HE-UFPel foi ponto principal do debate na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa

12 de Agosto de 2020 - 22h25 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Caso de violência aconteceu no Hospital Escola (Foto: Carlos Queiroz - Infocenter - DP)

Caso de violência aconteceu no Hospital Escola (Foto: Carlos Queiroz - Infocenter - DP)

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa promoveu nesta quarta-feira (12) audiência pública em que tratou sobre a violência contra profissionais da saúde. O debate teve como principal motivador o caso da obstetra Scilla Lazarotto, agredida no começo de junho dentro do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE/UFPel).

Promovida a pedido do deputado Thiago Duarte (DEM), a audiência virtual contou com a participação de parlamentares e de representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Conselho Regional de Medicina (Cremers), Polícia Civil e Departamento de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria de Justiça do Estado.

Segundo o presidente do Simers, Marcos Rovinski, episódios violentos contra profissionais da saúde não são raros. Ele considerou o caso ocorrido em Pelotas como "a gota d'água que fez com que o copo extravasasse", motivando campanha em defesa da segurança de médicos e demais profissionais. Já o presidente do Cremers, Carlos Isaia Filho, cobrou atenção à sobrecarga enfrentada pelas equipes. "A maior violência sofrida pelo médico hoje é a falta de suporte, que faz com que os atendimentos não sejam revestidos da qualidade que se gostaria", disse.

Para Duarte, a adoção da Lei do Parto Seguro em nível estadual, a exemplo do que já ocorreu em alguns municípios gaúchos (entre eles Pelotas), pode ser uma forma de enfrentar o problema. A matéria propõe adoção de medidas para promoção do parto seguro e boas práticas para a atenção à gravidez, abortamento, parto e puerpério.

Entenda

No começo de junho, a Scilla Lazarotto denunciou agressão sofrida dentro do HE/UFPel por parte do marido de uma gestante em trabalho de parto. O caso gerou uma investigação policial. Após o episódio ganhar projeção, outras mulheres passaram a relatar supostos casos de violência obstétrica cometidos pela médica.


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