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Sem prefeito, presidente da Câmara assume em Pinheiro Machado

Diante da inelegibilidade de Carlos Betiollo, mais votado em novembro, chefe do Legislativo tomou posse para comandar o Executivo

02 de Janeiro de 2021 - 09h01 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Betiollo (à dir.) tenta recurso em última instância contra inelegibilidade (Foto: Lucian Brum)

Betiollo (à dir.) tenta recurso em última instância contra inelegibilidade (Foto: Lucian Brum)

Ronaldo (centro, de preto) passa a responder interinamente como prefeito de Pinheiro Machado (Foto: Câmara de Vereadores)

Ronaldo (centro, de preto) passa a responder interinamente como prefeito de Pinheiro Machado (Foto: Câmara de Vereadores)

Ainda sem saber quem será o prefeito do município pelos próximos quatro anos, a população de Pinheiro Machado conheceu no começo da noite desta sexta (1º) quem irá ocupar o cargo temporariamente. Eleito presidente da Câmara de Vereadores, Ronaldo Madruga (PP) já foi imediatamente empossado como prefeito interino da cidade. Em seu lugar no comando do Legislativo ficará o vice-presidente, Fabrício Costa (PSB).

Ex-vice-prefeito e ex-secretário de Saúde, Madruga ficará à frente do Executivo até que se defina a situação envolvendo o candidato a prefeito mais votado em novembro, Carlos Betiollo (PSDB). Condenado a um ano e três meses de reclusão em regime aberto, mas com pena convertida em restrição de direitos, o tucano é considerado inelegível pela Justiça Eleitoral por conta da Lei da Ficha Limpa. No momento, Betiollo tenta obter recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra decisões do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmaram o impedimento de sua candidatura.  Durante o processo eleitoral, o ex-prefeito que tentava retornar ao comando do governo concorreu sob efeito de recursos judiciais.

Com o recesso do Poder Judiciário se estendendo até o dia 6 de janeiro, somente a partir desse período deve haver algum posicionamento por parte do STF quanto à admissibilidade do recurso e pedido de liminar cancelando o entendimento do TSE. Caso as apelações de Betiollo não deem resultado, o TRE deve convocar novas eleições em Pinheiro Machado, estabelecendo inclusive novos prazos para convenções e registros de candidaturas.

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