Estado

PIB gaúcho tem queda histórica

Trimestre é o pior já registrado desde o começo do cálculo em 2002: redução foi de 13,7%

18 de Setembro de 2020 - 20h52 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

A economia do Rio Grande do Sul registrou queda de 13,7% no segundo trimestre de 2020 em relação ao anterior. Os números do Produto Interno Bruto (PIB) mostram um recuo ainda maior na comparação com o mesmo período de 2019 (-17,1%). As duas taxas trimestrais são as maiores quedas já registradas desde o início do cálculo do PIB Trimestral, em 2002, e ambas são piores do que as do Brasil (-9,7% e -11,4%, respectivamente).

No acumulado do ano, a queda no PIB do gaúcho chega a 10,7%, contra -5,9% no país, o que fez a economia gaúcha recuar ao mesmo patamar do primeiro trimestre de 2009. Os resultados foram divulgados na tarde de sexta-feira (18) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

“Esse resultado evidencia uma forte desaceleração da atividade econômica no Rio Grande do Sul provocada tanto pela estiagem, que afetou a agropecuária, quanto pelos efeitos negativos decorrentes do enfrentamento da pandemia sobre a indústria e as atividades de serviços”, destaca o pesquisador Martinho Lazzari, do DEE/SPGG.

Segundo trimestre em relação ao anterior

Entre os segmentos que compõem o cálculo, a retração mais significativa foi da Agropecuária, com -20,2%, seguida da redução registrada na Indústria (-15,9%) e no setor de Serviços (-9,1).

Em relação ao mesmo trimestre de 2019, os números deste ano registraram quedas ainda maiores, com destaque negativo novamente para a Agropecuária (-39,4%). Na Indústria, a queda geral foi de 19,3%, com redução nas taxas em todas as atividades do segmento.

Serviços foi o único segmento a registrar queda menor do que a do país (-9,9% contra -11,2% do Brasil). No Rio Grande do Sul, os principais destaques negativos foram o Comércio (-11,6%) e Outros serviços (-23,7%). No Comércio, hiper e supermercados foi o única das dez atividades a ter desempenho positivo no período (+5,4%), enquanto todos os demais tiveram queda, em especial os setores de tecidos, vestuário e calçados (-49,3%), veículos automotores (-41,8%) e outros artigos pessoais e de higiene (-25,8%).


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