Ato nacional

Pelotas faz coro às manifestações contra o Governo Bolsonaro

Marcha reuniu centenas de pessoas em ato que saiu do largo Edmar Fetter e se encerrou no Altar da Pátria; houve distribuição de máscaras à comunidade

19 de Junho de 2021 - 17h22 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Políticas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro receberam um pedido de \

Políticas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro receberam um pedido de \"Basta\" (Foto: Luiz Henrique Schuch)

Manifestantes saíram do largo, pegaram a Marechal Floriano, dobraram na General Osório e foram até a avenida Bento Gonçalves (Foto: Jhonatan Feijó)

Manifestantes saíram do largo, pegaram a Marechal Floriano, dobraram na General Osório e foram até a avenida Bento Gonçalves (Foto: Jhonatan Feijó)

Manifestantes procuraram não ficar parados, em respeito ao decreto municipal (Foto: Luiz Henrique Schuch)

Manifestantes procuraram não ficar parados, em respeito ao decreto municipal (Foto: Luiz Henrique Schuch)

Pelotas se juntou à mobilização desencadeada em mais de 200 cidades do país para dizer "Fora Bolsonaro". O ato teve início por volta das 10h deste sábado (19), no largo Edmar Fetter, e só se encerrou próximo ao meio-dia, no Altar da Pátria. Sair às ruas para protestar, mesmo diante dos riscos impostos pela pandemia, é encarado como obrigação. E a explicação é fácil de entender: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é mais perigoso do que o vírus - argumentam os manifestantes.

Durante a marcha, mais de mil máscaras PFF2 - adquiridas por Cpers, Simp, Sinasefe e Adufpel - foram distribuídas à comunidade de Pelotas, como mais uma resposta à conduta do presidente da República que já fez inúmeras aparições sem o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI) e, recentemente, pediu estudo ao Ministério da Saúde para que pessoas que já tiveram a Covid-19 ou estejam vacinadas abandonassem as máscaras. Uma hipótese absolutamente descartada pela ciência no Brasil, devido à alta circulação do novo coronavírus.

"Defendemos o mote 'Não tire a máscara, tire o presidente'", destaca o integrante do Coletivo Juntos, Fabrício Sanches, 28. E lembra que a pauta de reivindicações é vasta e unificada, de uma ponta a outra do país. De um lado os apelos: vacina para todos, volta do auxílio emergencial de R$ 600,00 e respeito à vida. De outro, as duras críticas: ao enfrentamento da pandemia, ao tratamento precoce com a disseminação de remédios como a cloroquina, ao autoritarismo e aos cortes na Educação.

Por um luta comum

Em Pelotas, a mobilização foi liderada pela Frente em Defesa do Serviço Público, das Conquistas Sociais e Trabalhistas. Participaram integrantes de Centrais Sindicais, de partidos políticos de esquerda, do movimento estudantil, coletivos feministas e da juventude e militantes de diferentes movimentos sociais; com peso para as áreas da Cultura e da Educação. Ao longo do trajeto, palavras de ordem e música. "Somos contra a política genocida do governo Bolsonaro", enfatiza Sanches.

Uma mesma voz, também nas capitais

Bandeiras, cartazes e vozes em coro também se espalharam por diferentes capitais brasileiras neste sábado. Em Brasília, a concentração foi em frente ao Museu da República, com destino à Esplanada dos Ministérios. No Rio de Janeiro, as manifestações ocorreram na avenida Presidente Vargas. Em São Paulo, os protestos ocorrem nesta tarde na avenida Paulista.
Os atos dão seguimento ao chamamento que ecoou pelo país em 29 de maio.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados