Próximos passos

Cresce expectativa pela nova composição do governo

A partir da próxima semana, prefeita de Pelotas começará a sentar não só com os oito partidos da coligação que saiu vitoriosa das urnas, para decidir o primeiro escalão

30 de Novembro de 2020 - 20h48 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Paula e Idemar receberam 105.206 votos neste domingo, o equivalente a 68,7% dos válidos (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Paula e Idemar receberam 105.206 votos neste domingo, o equivalente a 68,7% dos válidos (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Prefeita admite que governo precisa de renovação de nomes (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Prefeita admite que governo precisa de renovação de nomes (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Com a reeleição confirmada, agora dispara um outro cronômetro na prefeitura de Pelotas. Paula Mascarenhas (PSDB) tem menos de um mês para definir a composição do novo governo. A agenda desta segunda-feira (30), entretanto, não incluiu compromissos de fundo político. A chefe do Executivo focou atenção em reuniões para o enfrentamento da pandemia. A expectativa é de que os debates não só com os oito partidos da coligação Vamos em frente, Pelotas comecem na próxima semana.

As discussões também precisarão colocar em pauta qual o espaço - e se - as siglas como PP e Cidadania, que se dividiram em função do processo eleitoral e acabaram formando a chapa Fetter Jr. e Antônio Carlos Brod, irão permanecer entre nomes de confiança do futuro governo. Em live no Diário Popular, na noite de domingo (29), após a vitória, a prefeita reforçou o que havia afirmado durante a coletiva concedida à imprensa: o compromisso com o projeto defendido há oito anos será o principal critério para definir quem irá integrar a próxima gestão.

Paula Mascarenhas também admitiu ter se decepcionado com alguns partidos e pessoas, mas, logo, ponderou: "Não faço política com mágoa e rancor. Alguma decepção, sim". Ao comentar sobre possíveis alterações na estrutura administrativa, a tucana foi enfática: "A gente precisa ter algum tipo de renovação, mas também não acho que seja um critério solto, que valha por si", destaca. E acrescenta: "Pra renovar, a gente tem que entregar mais. Tem que renovar com qualidade. Renovar por renovar não interessa".

E nesta busca por integrantes para o primeiro escalão não está descartada a hipótese de a prefeita puxar algum dos vereadores (re)eleitos. "Vou olhar para Câmara. É uma possibilidade".

Relação com o Legislativo

A fase de tratativas para dar a largada no próximo mandato também inclui debate com a Câmara de Vereadores para definir, por exemplo, quem será o novo líder do governo. A prefeitura contará com uma base de, pelo menos, nove vereadores, a partir de 2021: quatro do PSDB, três do PTB e dois do PSD.

Paulo Coitinho (Cidadania) tende, entretanto, a reforçar a base. Nestas duas semanas de 2° turno, ele não acatou a orientação do partido pela neutralidade e declarou apoio à reeleição de Paula. Resta saber, também, como irão se portar os dois vereadores do PP, Jair Bonow e Michel Promove, estreantes no Legislativo. Ao longo destes quatro anos de gestão, a prefeita, teoricamente, teria de 13 a 14 votos; maioria que não chegou a se configurar em vantagem prática quando encaminhou projetos polêmicos à Casa, como a criação da Parceria Público Privada (PPP) do Sanep e acabou derrotada.

Ao falar sobre a oposição - e imaginar que as criticas mais duras devam partir do PSOL, que agora terá duas cadeiras -, Paula Mascarenhas afirma: "A oposição respeitosa e propositiva é muito bem-vinda. A gente não acerta sempre". E embora admita que enxerguem a cidade sob visões diferentes, não descarta a possibilidade de que caminhos possam ser apontados, sim, pelos opositores: "Não tenho nenhum problema com isso".

Alvo dirigido a três prioridades

1) Zeladoria dos bairros: A prefeitura irá instituir nova metodologia de trabalho, com equipes e maquinário fixos definidos por macrorregião. Pelo modelo atual, há um conjunto de máquinas e profissionais para circular pela cidade inteira e, não raro, serviços simples como limpeza de valetas e patrolamento de ruas demoram a chegar.

"Compreendo que os bairros querem atenção mais permanente. Um cuidado mais frequente e nisso os governos têm pecado; inclusive o meu", admitiu a prefeita, em entrevista ao DP. "Alguns locais ficam meses esperando e vivendo na precariedade". Ao projetar a nova estratégia, Paula Mascarenhas reconhece que a medida depende de investimentos; seja para compra ou para aluguel de equipamentos. Só o número de patrolas, por exemplo, precisaria dobrar: passar de seis para 12.

A estimativa, portanto, é de que a chamada zeladoria dos bairros não seja implementa em 2021.

2) Retomada da economia: Será um dos principais focos daqui para frente, principalmente, em função dos efeitos da pandemia. Uma das metas será a criação de um Fundo Garantidor de Microcrédito, que garanta a possibilidade de empréstimos a juros baixos.

3) Construção de novo hospital de Pronto-socorro: Também desponta entre os grandes desafios do novo mandato. A ideia apresentada ao longo da campanha foi, inclusive, alvo de críticas da oposição, que a considerava uma promessa eleitoreira. No domingo, a prefeita voltou a sustentar que o projeto será prioridade.

Confira a entrevista de Paula após a vitória na eleição de domingo:


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