Eleição 2020

Convenções indicam recorde de candidaturas em Pelotas

Com fim do prazo, partidos e coligações apresentam dez concorrentes ao Executivo, maior número desde a redemocratização

17 de Setembro de 2020 - 20h02 Corrigir A + A -

Por: Vinicius Peraça
vinicius.peraca@diariopopular.com.br 

Candidatos Prefeitura 2020

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Daniel Barbier, Eduardo Ligabue, Fabrício Matiello, Fetter Jr., Ivan Duarte, Júlio Domingues, Marcelo Oxley, Marcus Napoleão, Paula Mascarenhas e Tony Sechi

Ao menos sob a ótica do número de candidaturas à prefeitura, os eleitores de Pelotas não poderão alegar falta de opções quando chegarem às urnas no dia 15 de novembro. Após meses de articulações políticas e extensas reuniões, o fim do período de convenções na quarta-feira apontou a indicação de dez chapas para a disputa do Executivo. 

O largo espectro de nomes e siglas foi consolidado no limite do prazo determinado pela Justiça Eleitoral. Isso porque a última dupla a se formar, com PRTB e Patriota, só foi confirmada na noite de quarta (16), após seis horas de debates com representantes do Progressistas e aliados. Até então inclinados a integrar a coligação, os dois partidos decidiram deixar o grupo alegando incompatibilidade ideológica com a composição encabeçada por PP-Cidadania.

Com as dez chapas, Pelotas supera as nove candidaturas da eleição de 2008 e registra um recorde de pretendentes ao principal cargo do município. Em 32 anos de democracia e voto direto para a escolha de prefeitos, nunca os nomes foram tantos.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Daniel de Mendonça, a profusão de opções apresentadas pelos partidos não é um acaso ou fruto da simples disputa local. Para muitas agremiações, analisa, o objetivo é fortalecer a legenda para auxiliar na votação de vereadores diante da impossibilidade de coligações para o Legislativo. Porém, há o interesse sobretudo de tentar escapar da cláusula de barreira estabelecida pela lei eleitoral. Embora leve em conta a formação de bancadas federais, a regra que elimina partidos com baixa densidade eleitoral provoca movimentos também na eleição municipal.

"É o momento em que muitos partidos se lançam em busca de espaço e visibilidade de suas propostas e ideologias desde já. Afinal, aqueles que nas próximas eleições para a Câmara dos Deputados não tiverem um mínimo de votos, terão que se fundir ou serão extintos", explica.

Opções mais claras

Embora considere elevado o número de chapas elencadas pelas convenções partidárias, Mendonça avalia que o saldo de uma campanha com múltiplas candidaturas é positivo. Segundo ele, o esforço feito pelos candidatos para se destacarem será importante para que os eleitores conheçam melhor as características dos concorrentes  e as correntes ideológicas de suas legendas.

"O problema não é ter muitas opções. Seria um problema se não houvesse opções ou se continuássemos com um sistema político que privilegiasse coligações com vistas também à Câmara de Vereadores em que o eleitor vota em um partido e elege alguém de outro. Da forma atual, os partidos têm que se apresentar e se manter como opções políticas por si só", conclui o cientista político.

Os indicados

Estas são as chapas apontadas por partidos e coligações após as convenções partidárias. Contudo, as candidaturas só serão confirmadas e oficializadas no dia 26, último dia para registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Daniel Barbier (PDT) e Mabel Teixeira (PDT)
Sem coligação

Eduardo Ligabue (PCO) e José Nilson Maesk (PCO)
Sem coligação

Fabrício Matiello (MDB) e Marco Marchand (DEM)
Coligação: MDB e DEM

Fetter Jr. (PP) e Antônio Carlos Brod (Cidadania)
Coligação: PP, Cidadania, PV, PROS, PSC, PTC e Avante

Ivan Duarte (PT) e Iyá Sandrali (PT)
Sem coligação

Júlio Domingues (PSOL) e Daniela Brizolara (PSOL)
Coligação: PSOL e PCB

Marcelo Oxley (Podemos) e Eduardo Villar (Podemos)
Sem coligação

Marcus Napoleão (PRTB) e Luciano Dalla Rosa (Patriota)
Coligação: PRTB e Patriota

Paula Mascarenhas (PSDB) e vice indefinido
Coligação: PSDB, PTB, PSL, PL, PSD, DC, Solidariedade, Republicanos

Tony Sechi (PSB) e Renato Abreu (PCdoB)
Coligação: PSB e PCdoB

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