Eleições 2020

16,2% dos eleitores ainda podem mudar o voto

Dado integra levantamento realizado pelo IPO ao longo do final de semana em Pelotas

24 de Novembro de 2020 - 09h43 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Pandemia pode interferir, mas eleitor está mais motivado em participar (Foto: Jô Folha - DP)

Pandemia pode interferir, mas eleitor está mais motivado em participar (Foto: Jô Folha - DP)

Faltam apenas cinco dias para o 2° turno e 16,2% dos eleitores de Pelotas ainda podem mudar o voto. Em geral, são cidadãos que escolheram outros candidatos no dia 15 de novembro e seguem analisando o cenário para decidir se ficam com Paula Mascarenhas (PSDB) ou Ivan Duarte (PT) no próximo domingo, 29. O dado integra levantamento realizado pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) ao longo do final de semana.

No pleito 2020, o eleitor tem comportamento pragmático. Quer saber quem poderá atender suas reivindicações. Busca solução para problemas cotidianos. Não está preocupado em avaliações mais amplas ou de fundo estritamente ideológico. “Ele quer saber quem vai fazer melhor a entrega da sua demanda”, afirma a socióloga e cientista política Elis Radmann. Agilidade em consultas médicas e exames, melhor iluminação, investimentos em saneamento básico - exemplifica Elis. “Ele está preocupado com o que lhe afeta diretamente”.

Neste contexto, o eleitorado está atento, sim, às propostas. É o que também aponta a pesquisa realizada no último final de semana. Quando questionado sobre influências para decidir o voto, as propostas apareceram com o índice mais alto entre os quesitos que o influenciam muito; quando comparado a debates e propagandas eleitorais - veja o gráfico. Isso também demonstra um outro fluxo, isto é, o quanto o eleitor não está preso às formas convencionais impostas pelas campanhas.

Abstenção tende a cair

O resultado será confirmado nas urnas, mas a tendência é de que a abstenção seja reduzida. No levantamento do IPO, 91,5% confirmaram que irão votar neste 2° turno. Os indicadores da pandemia nos próximos dias, entretanto, deverão interferir se o cidadão irá ou não sair de casa para defender quem gostaria de ver no comando da prefeitura de Pelotas entre 2021 e 2024.

Na segunda-feira, pós 1° turno, Elis Radmann já havia destacado ao Diário Popular: se Paula e Ivan não conseguissem mobilizar os eleitores - ativando a crença em suas propostas - a tendência era de que a participação no dia 29 poderia ser ainda menor. Ao que tudo indica, portanto, a população está mais engajada ao processo.

No dia 15, a abstenção bateu níveis históricos em Pelotas; um fenômeno ocorrido também em diversas cidades do país. Mais de 64 mil eleitores, o equivalente a 26%, não votaram.

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